Mulheres e crianças são principais vítimas dos crimes de maior repercussão em 2015 (R7 – 21/12/2015)

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterEmail this to someone

Estupro coletivo de adolescentes, decapitação de uma jovem grávida e corpo de menino de seis anos abandonado em uma caixa d’água estão entre as atrocidades registradas em 2015. Mulheres e crianças são maioria das vítimas que ganharam destaque no noticiário policial.

A pacata cidade de Castelo do Piauí, distante 190 km de Teresina (PI), virou cenário de um crime bárbaro que chocou o País em maio deste ano. Quatro adolescentes foram espancadas e estupradas por quatro garotos e um adulto. Uma das jovens morreu dias depois. Já um dos suspeitos, foi assassinado pelos colegas dentro da cela.

A dançarina de funk Amanda Bueno, de 29 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça em 16 de abril após ser espancada dentro e casa em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O autor do crime era noivo da funkeira, que integrou os grupos “Jaula das Gostozudas” e “Gaiola das Popozudas”. Em novembro, a Justiça do Rio determinou que Milton Severiano Vieira, o Miltinho da Van, seja submtido a júri popular. Segundo investigações, a briga foi provocada por uma discussão sobre uma suposta amante de Vieira. O ex-companheiro da vítima é acusado de homicídio duplamente qualificado, feminicídio e asfixia

Alessandra Vieira, de 12 anos, morreu em Campinas, no interior de SP, após sofrer uma infecção generalizada. O Conselho Tutelar de Hortolândia (cidade onde a jovem morava) acredita que o quadro de infecção seja consequência de abusos sexuais sofridos por Alessandra em uma festa regada a bebidas e drogas.

Alessandra teria participado de outras festas semelhantes havia três meses, quando, após uma batida policial, foi encaminhada para o Conselho Tutelar.

O órgão acionou o Ministério Público, que acatou o pedido e abriu um inquérito para apurar as causas da morte de Alessandra e descobrir quem são os responsáveis pelo crime.

Mortes de criança em comunidades, provocadas por tiros de traficantes ou de policiais militares, chocaram o Rio de Janeiro e o Brasil em 2015. O caso de maior repercussão foi o do menino Eduardo de Jesus Ferreira, de dez anos, morto na porta de sua casa por um tiro de fuzil na cabeça no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. O crime aconteceu no dia 2 de abril. Sete meses depois, a Delegacia de Homicídios isentou de culpa PMs envolvidos na ocorrência, alegando que eles agiram em legítima defesa ao reagir a suposto ataque de criminosos. A conclusão do inquérito revoltou a família de Eduardo. O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou, contudo, à Justiça um dos policiais envolvidos na morte. De acordo com a denúncia, o PM Rafael de Freitas Monteiro Rodrigues foi denunciado por efetuar “disparos a esmo”, já que não havia confronto na área onde a criança estava.

A travesti Verônica Bolina, de 25 anos, ganhou espaço nos noticiários depois que arrancou a orelha de um carcereiro do 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, região central de São Paulo.

Um grupo de amigos e ativistas saiu em defesa da mulher, após ver as imagens nas quais Verônica aparece sem os apliques de cabelo e deformada de tanto apanhar. As imagens que expõem Verônica com várias marcas de agressões no rosto, sem camisa e com o cabelo curto causaram comoção nas redes sociais e os ativistas LGBT lançaram a campanha #somostodasVerônica.

Acesse no site de origem: Mulheres e crianças são principais vítimas dos crimes de maior repercussão em 2015 (R7 – 21/12/2015)