Mulheres são vítimas de crimes virtuais em Belém (G1/Pará – 18/09/2015)

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Uma delas teve a foto usada indevidamente. A outra estava sendo ameaçada por causa de um vídeo íntimo

Duas mulheres foram vítimas de crimes virtuais em Belém, no mês de setembro. Uma delas estava sendo ameaçada desde a última terça-feira (15) por um homem que pedia dinheiro e objetos de valor, do contrário ele divulgaria um vídeo íntimo dela. O homem foi preso nesta sexta-feira (18) e responderá por extorsão. A polícia alerta que usar a internet para fazer ameaças ou compartilhar informações falsas é crime.

Na conversa em um chat de uma rede social, o homem – com peril falso – diz para a mulher, que não quer se identificar: “Tenho um vídeo seu. O que você faria para ele não chegar às mãos do seu noivo?”. A mensagem foi enviada na última terça-feira (15) e a mulher foi ameaçada por quatro dias.

O homem pedia R$ 1000 e depois cedeu uma conta bancária para o depósito. Disse ainda para a vítima não se preocupar que ele não ia mostrar mais nada. A mulher decidiu, então, fazer um depósito falso com um envelope vazio, mas durante a operação, conseguiu pegar o nome completo do homem e foi até a polícia registrar um boletim de ocorrência.

“Eu falei que não tinha dinheiro e comecei a enrolar. Falei também que tava com medo. Ele falou que eu tinha coisas de valores: cordão de ouro, minha aliança. Aí eu falei que tá, que tudo bem, que iria marcar com ele para entregar”, diz.

Assim, a vítima se encontrou com o homem em frente a um shopping no bairro de São Braz e depois de receber as joias da mulher, ele foi preso pela polícia e levado para a Divisão de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT) e responderá pelo crime de extorsão.

“Boato Virtual”

Outra mulher foi vítima de crime tecnológico, em Belém. Dessa vez, do chamado “boato virtual”. A foto de uma mulher, que também prefere não se identificar, foi compartilhada em um aplicativo de troca de mensagem pelo celular, que dizia que ela atraia taxistas para o bairro do Distrito Industrial, em Ananindeua, para depois assaltá-los.

Nesta quinta-feira (17), ela disse que foi abordada por taxistas que a teriam reconhecido pela foto e chamaram a polícia. A jovem só foi liberada depois que as verdadeiras vítimas do assalto foram ao local e confirmaram que ela não era assaltante.

“As vítimas chegaram lá e disseram que não era eu, que era parecida comigo, mas a aparência [da mulher] era ser mais velha e o cabelo dela não era loiro, era castanho. Eu fiquei muito prejudicada, passei por um constrangimento que nunca vou esquecer na minha vida”, afirma.

“É muito importante que as pessoas verifiquem a veracidade das informações compartilhadas na internet, porque às vezes aquilo é apenas um boato e está causando um transtorno para aquela vítima. Além disso, a propagação das informações poderá caracterizar o crime de difamação”, conclui a delegada de polícia, Vanessa Lee.

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