Mulheres sofrem assédio moral na construção civil de Campo Grande (A Crítica – 06/04/2015)

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A entrada de um número cada vez maior de mulheres na indústria da construção civil e do mobiliário de Campo Grande, tem apresentado problema de assédio moral a essas trabalhadoras, tanto nos canteiros de obras, nas funções técnicas (pedreiro, carpinteiro, azulejista…) como também nos escritórios e outras repartições internas das empresas construtoras.

A denúncia é de José Abelha Neto, presidente do Sintracom (Sind. dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande), que tem realizado constante fiscalização “in loco” para evitar problemas dessa natureza com profissionais do sexo feminino.

Abelha Neto afirma que “Não são muitos casos, mas já registramos algumas reclamações, inclusive de assédio sexual. Temos feito palestras e sempre que nossos diretores podem, têm conversado com os profissionais do sexo masculino, para evitar esse tipo de procedimento, que pode ser caracterizado como crime, passível de sanções”.

O Sintracom também está produzindo material educativo para que a inserção da mulher nesse mercado de trabalho, que até bem pouco tempo era restrito aos homens, seja feita de maneira segura e respeitosa. “É tudo tão novo que nem mesmo os dicionários não trazem o feminino de pedreiro, carpinteiro e outras profissões”, afirma o sindicalista Abelha Neto.

Hoje em Campo Grande, são mais de 300 mulheres nos canteiros de obras, sem contar aquelas que trabalham nos escritórios e em outras repartições das construtoras e que também são de responsabilidade do sindicato protege-las profissionalmente. “Não temos dúvida de que o numero de mulheres só tem a crescer em nosso mercado, pois elas já provaram que são boas e caprichosas profissionais”, afirma Abelha Neto.

O Sintracom coloca o telefone 3325-7205 para que as mulheres, vítimas de assédio moral ou sexual, façam suas denúncias à entidade, que tem como mobilizar a direção e fiscalização rapidamente para sanar qualquer problema dessa natureza. “Não podemos e não vamos permitir qualquer forma de violência contra nossos trabalhadores e trabalhadoras nos canteiros de obras ou nos escritórios das construtoras de nossa cidade”, afirma.

Abelha Neto disse também que os problemas que surgiram até agora, foram contornados de maneira pacífica, sem necessidade de recurso junto à justiça.

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