Mulheres vítimas de agressão podem receber atendimento odontológico (G1/Pernambuco – 19/07/2016)

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Parceria foi firmada entre UPE e Secretaria da Mulher de Pernambuco. Consultas e cirurgias serão feitas na FOP e no Hospital Oswaldo Cruz

A partir de agosto, mulheres vítimas de violência doméstica em Pernambuco poderão recorrer à Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP) para receber atendimento odontológico em caso de sequelas na face. Firmada entre a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Secretaria da Mulher (Sec-Mulher PE), a parceria tem o objetivo de aumentar os conhecimentos dos profissionais e estudantes de odontologia e de prestar assistência às vítimas de violência doméstica e familiar.

Segundo o diretor da FOP, Emanuel Sávio, algumas mulheres vítimas de violência doméstica já eram atendidas na FOP antes da parceria com a Secretaria da Mulher, mas o atendimento era feito sob demanda. “As agressões normalmente acontecem na face das mulheres e, quando isso ocorre, elas são atendidas em hospitais de urgência, sem especialização em traumas dentários ou buco-maxilo-faciais”, pontua.

Hospital Oswaldo Cruz deve receber pacientes com traumas buco-maxilo-faciais (Foto: Marília Falcão/Divulgação)

Hospital Oswaldo Cruz deve receber pacientes com traumas buco-maxilo-faciais (Foto: Marília Falcão/Divulgação)

Após a assinatura do Protocolo de Intenções, na última semana, Sávio explica que são necessários apenas ajustes em relação à padronização do atendimento para que a ação tenha início. Além da FOP, em Camaragibe, outros atendimentos odontológicos também devem ser feitos no Hospital Oswaldo Cruz, no bairro de Santo Amaro, no Recife.

Para receber o atendimento, a vítima precisa se dirigir à Secretaria da Mulher, na Avenida Cais do Apolo, no Bairro do Recife, para passar por uma espécie de triagem. “Lá, os profissionais vão analisar o caso e encaminhar as pacientes com traumatismo dentário ou que que necessitem de atendimento buco-maxilo-facial”, explica Sávio.

De acordo com a Secretaria da Mulher, o Protocolo tem vigência de dois anos e também prevê o desenvolvimento de atividades ligadas à criação de políticas públicas de promoção dos direitos das mulheres. “Pensamos em futuramente expandir esse protocolo para atendimento médico e psicológico dentro da universidade”, comenta o diretor da FOP. A expansão dos serviços ainda não tem previsão para acontecer.

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