Mulheres vítimas de violência doméstica aderem ao e-commerce para vender produtos (Diário Digital – 16/12/2015)

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Loja virtual foi criada para comercialização de artesanatos e doces caseiros

Um grupo de mulheres em situação de vulnerabilidade social de Anastácio, cidade com 23 mil habitantes do Mato Grosso do Sul, se uniu em busca de cumplicidade, resgate da auto-estima e independência financeira. A Associação de Mulheres Extrativistas do Pantanal (AMINA) nasceu há 10 anos e já ofereceu formação profissional gratuita a mais de duas mil mulheres.

Recentemente, foi inaugurada uma loja virtual para comercialização de artesanatos e doces caseiros. A iniciativa de empoderar mulheres por meio da independência financeira tem como objetivo reduzir a violência doméstica da região. Atualmente o grupo conta com 24 artesãs que ministram cursos na sede da AMINA e em comunidades indígenas das imediações.

Enquanto as alunas conversam e aprendem a produzir doces caseiros e licores com frutas típicas do cerrado (cumbaru, pequi, guavira e jatobá), bolos e artesanatos (como panos de prato e chinelos artesanais). Em 2015, com apoio financeiro do Instituto de Responsabilidade da Oi, o Oi Futuro, e de outras entidades, a Amina concluiu o plantio do viveiro de plantas frutíferas que são utilizadas como matéria-prima para os doces, equipou a cozinha, inaugurou uma loja própria para comercialização dos produtos e criou um site para vendas via internet (marruaspantaneiras.org.br*).

“A ideia de criarmos um site surgiu para ampliarmos nossa receita. Percebemos que não precisávamos ficar restritas às vendas em nossa loja física e assim ganhamos clientes de diversos lugares do Brasil”, ressalta Nilma Infran atual coordenadora e uma das fundadoras da Associação. Com a internet  novos nichos passaram a ser explorados, como a venda de sementes e folhas medicinais, devido a pedidos de clientes de outras regiões e a compra de matéria prima diretamente com os fornecedores para redução do preço final do produtos. A renda mensal dobrou após a inclusão do e-commerce. “Nos modernizamos”, resume Nilma.

O projeto “As Marruás Pantaneiras e seus doces caseiros” da Amina foi um dos 22 selecionados pelo Programa Oi Novos Brasis, do Oi Futuro, que valoriza a promoção da autonomia de pessoas e grupos comunitários através de ações de qualificação profissional, empreendedorismo, formação cidadã e participação coletiva.

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