Mulheres vítimas de violência doméstica têm acesso a cursos profissionalizantes (Agência Brasília – 04/07/2016)

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Serão quatro disciplinas que devem preparar mulheres em situação de vulnerabilidade social para o mercado de trabalho

Começaram nesta segunda-feira (4) cursos de capacitação para as mulheres que tenham passado por situações de violência doméstica e estão em vulnerabilidade social. A cerimônia para inaugurar as aulas ocorreu na Casa da Mulher Brasileira.

O primeiro é o de costura em máquina reta de overloque, com carga horária de 240 horas, na Fábrica Social. Catorze mulheres receberam hoje kits com caderno e caneta.

A desempregada Orímpia Gonçalves, de 61 anos, foi agredida pelo ex-companheiro e mora desde o ano passado em um abrigo. Nesse período, ela trabalhava como empregada doméstica, foi demitida, ficou sem ter onde morar e procurou apoio nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). “O que mais preciso neste momento é de um emprego”, disse Orímpia, que acredita que o aprendizado será uma forma de impulsionar sua volta ao mercado de trabalho.

Mulheres que passaram por situações de violência doméstica e estão em vulnerabilidade social terão acesso a cursos profissionalizantes.

Mulheres que passaram por situações de violência doméstica e estão em vulnerabilidade social terão acesso a cursos profissionalizantes. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

A partir de 11 de julho, haverá curso de cuidador de idosos — 25 vagas e 160 horas/aula —, e de 18 de julho, de recepcionista — 50 vagas divididas em duas turmas: uma na Casa da Mulher Brasileira e outra no Centro de Atendimento às Mulheres (Ceam) de Ceilândia.

O curso de massagista está previsto para agosto, mas a data ainda não foi definida. Serão 25 vagas na Casa da Mulher Brasileira e a carga horária é de 160 horas. As alunas receberão R$ 8 para o deslocamento. Exceto no de costura, que, por a carga horária passar de 200 horas, as mulheres terão direito ao passe livre estudantil.

Os quatro cursos fazem parte do Programa Nacional de Mulheres Mil, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e são uma parceria da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos com a Secretaria de Educação.

Para a subsecretária de Políticas para as Mulheres, Lúcia Bessa, a capacitação faz com que a pessoa consiga se diferenciar no mercado de trabalho e, assim, conquistar a independência financeira. “É uma forma de ela sair da violência, visto que muitas vezes é dependente do companheiro.”

Quem pode participar dos cursos
As mulheres foram selecionadas por critérios de vulnerabilidade social. São pessoas que já passaram pela Casa Abrigo, pela Casa da Mulher Brasileira, pelos Centros Especializados de Atendimento às Mulheres, pelos Centros de Referência de Assistência Social e pelos Centros de Referência Especializado de Assistência Social.

Jade Abreu, da Agência Brasília
Edição: Paula Oliveira

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