Mulheres vítimas de violência no lar serão beneficiadas por parceria entre Judiciário e Secretaria de Trabalho e Empreendedorismo (TJAP – 13/07/2015)

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A fim de valorizar e tornar empreendedoras mulheres que foram vítimas de violência doméstica a abrir o seu próprio negócio, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Macapá firmou cooperação com a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo – SETE, para incentivar à participação em cursos no Sebrae. Cerca de 25 mulheres, a partir do dia 20 de julho, iniciam o primeiro curso “Mulheres Empreendedoras”.

A intenção, segundo a psicóloga Camila Loiola, do Núcleo Psicossocial de Acolhimento do Juizado, “é oferecer condições de empoderamento a essas mulheres que se encontram com a estima baixa pelos traumas da violência praticada por seus companheiros no âmbito familiar, e torná-las independentes financeiramente”.

Segundo a psicóloga Camila Loiola, do Núcleo Psicossocial de Acolhimento do Juizado, o intuito da parceria é promover o empoderamento financeiro das mulheres (Fotos: Kelison Neves)

Segundo a psicóloga Camila Loiola, do Núcleo Psicossocial de Acolhimento do Juizado, o intuito da parceria é promover o empoderamento financeiro das mulheres (Foto: Kelison Neves)

Ela esclareceu, ainda, que algumas das mulheres que irão compor as quatro turmas para o curso, serão indicadas pelo Juizado. A unidade terá reservada 25 vagas para cada turma. As outras vagas serão preenchidas por mulheres que estão sob os cuidados da rede feminina de acolhimento.

O juiz Augusto César Gomes Leite explica que a iniciativa tem como finalidade fortalecer a mulher para que ela possa romper o ciclo da violênica (Foto: Kelison Neves)

O juiz Augusto César Gomes Leite explica que a iniciativa tem como finalidade fortalecer a mulher para que ela possa romper o ciclo da violênica (Foto: Kelison Neves)

O responsável pelo Juizado, juiz Augusto César Gomes Leite, explicou que a iniciativa partiu de conversas com a secretaria Marcione Costa do Espírito Santo, da SETE, em encontros providos pela rede feminina de atendimento do Estado, onde expôs a necessidade de encontrar vias para profissionalizar mulheres em tais condições, visto que a dependência do marido, na maioria vezes, concorre para o risco da violência. Nesses casos, diz o magistrado: “o agressor é que mantém a família”.

A conversa resultou na apresentação de um projeto da Secretaria sobre empreendedorismo, que objetiva capacitar mulheres para gerir o próprio negócio e produzir renda.

O juiz Augusto Leite destaca dois aspectos que considera importantes para esse empoderamento: “dar condições para a mulher suprir suas necessidades com o próprio trabalho e poder dividir responsabilidades no sustento da família, e depois, a responsabilidade dos Poderes na execução de projetos que viabilizem a profissionalização das vítimas de violência doméstica”.

Edson Carvalho

 

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