Mulheres vítimas de violência pedem ajuda com “botão do pânico” no ES (Jornal Hoje – 04/06/2016)

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Aparelho eletrônico emite sinal para a Guarda Municipal quando ligado. Localização rápida da vítima permite que a agressão seja evitada.

No Espírito Santo, mulheres que foram vítimas de violência doméstica têm um botão do pânico. O aparelhinho portátil já foi acionado mais de 20 vezes em três anos de implantação.

Ele é pequeno, cabe no bolso da camisa e pode ser levado para qualquer lugar. Quem recebe o equipamento são as mulheres que foram vítimas de agressões, procuraram a polícia e têm uma medida protetiva. Isso significa que o homem que bateu nessa mulher não pode mais se aproximar dela.

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Só que nem sempre eles respeitam. Por isso, o equipamento pode ser útil para evitar mais agressão. A mulher só precisa apertar o botão. É um pedido de socorro que é ouvido na hora.

O alarme toca na sala de monitoramento da Guarda Municipal assim que botão do pânico é acionado. O computador aponta o local onde está a mulher e uma viatura mais próxima. No telefone dos guardas municipais que vão prestar o socorro, chega uma foto da mulher, da casa dela e do agressor. Assim a guarda municipal pode chegar rapidamente e evitar agressões.

Isso aconteceu com a instrumentador cirúrgica Greicy Esteves, que apanhou do ex-marido três vezes. Agora que ela tem o botão do pânico, ele nem tenta chegar perto. “A tranquilidade que isso aqui traz, parece que não é nada, parece um aparelhinho, mas isso aqui te traz segurança. Tranquilidade para você atravessar a rua e não achar que o carro vai te atropelar, porque o agressor está lá dentro. E se você ver, você aperta e ele vai ser preso”.

Onze homens já foram presos em Vitória, porque as mulheres apertaram o botão do pânico. O projeto começou em 2013. No início foram 100 botões. A prefeitura anunciou que vai ampliar o projeto e mais 200 equipamentos podem ser entregues.

A juíza Hermínia Azoury, que trabalha nos programas de enfrentamento à violência à mulher, acha que outras cidade deveriam adotar o botão do pânico, porque tem muita mulher precisando. “Nós temos 15 medidas protetivas por dia e as mulheres clamam pela medida protetiva. Elas pedem. ‘Doutora, nós precisamos muito do botão do pânico’”.

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