Municípios pequenos lideram ‘ranking do estupro’ na região (G1/Piracicaba e Região – 01/07/2013)

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Cinco municípios com menos de 60 mil moradores registraram as maiores taxas de ocorrência de estupros entre janeiro e maio deste ano, revelam dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Rio das Pedras (SP) lidera o ranking com 10 casos no período e índice de 32,8 estupros para cada grupo de 100 mil habitantes. Mombuca (SP) ocupa o segundo lugar da lista, com taxa de 30,3 casos em cada 100 mil moradores.

Serra Negra (SP), Cordeirópolis (SP) e Cosmópolis (SP) aparecem na sequência com, respectivamente, taxas de 29,8; 23,1 e 21,3 estupros registrados em cada 100 mil habitantes. Cidades mais populosas, como Sumaré (SP), Limeira (SP) e Campinas (SP), tiveram índices abaixo da marca de 20 estupros para cada grupo de 100 mil pessoas. Em Piracicaba (SP) e Americana (SP), os índices são menores que 10.

Cinco cidades com menos de 60 mil habitantes encabeçam o ranking (Foto: Reprodução/EPTV)

Cinco cidades com menos de 60 mil habitantes encabeçam o ranking (Foto: Reprodução/EPTV)

Na área de cobertura da EPTV Campinas, que engloba 49 municípios, foram registrados 463 estupros nos cinco primeiros meses deste ano, uma média de 93 vítimas por mês e 3 por dia, segundo a SSP. Na avaliação do especialista em segurança Osvaldo Missio Jr., a falta de delegacias especializadas em cidades pequenas colabora para o aumento deste tipo de crime.

Das 49 cidades da região, 33 não têm Delegacia da Mulher. “Quando as vítimas registram um boletim de ocorrência e não têm nenhum acompanhamento específico, ficam mais vulneráveis aos agressores”, afirmou Missio Jr.

Dos 49 municípios da região, 33 não contam com delegacia especializada (Foto: Reprodução/EPTV)

Dos 49 municípios da região, 33 não contam com delegacia especializada (Foto: Reprodução/EPTV)

Resposta da SSP

Em nota, a SSP informou que mudanças na lei (como a inclusão de homens como vítimas), o maior acesso da população à informação e a maior confiança nas políticas públicas incentivam as denúncias. O governo relatou que, embora as cidades menores não contem com delegacias especializadas, têm distritos responsáveis pelo registro e investigação dos crimes.

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