Na web, jovem do AC cria projeto para combater violência contra mulher (G1/Acre – 14/07/2015)

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Conscientizar a população para a importância de denunciar os casos de violência contra a mulher, esse é o mote do projeto ‘Amor sem Medo’. Criado pela estudante de direito Bianca Muniz, de 22 anos, no dia 3 de julho, o projeto quer ainda lembrar que a violência não parte somente de quem agride, mas também de quem se omite. A iniciativa tem ganhado apoiadores nas redes sociais.

Bianca enfatiza que todos os dias mulheres sofrem algum tipo de violência. Ela afirma que o número de denúncias de violência doméstica é elevado, mas não abrange o número real de mulheres agredidas, já que, segundo ela, muitas têm medo, vergonha ou se sentem dependentes de seus agressores. “É uma campanha de apelo à redução dos altos índices de violência contra a mulher”, explica.

Em uma semana, ao menos 15 pessoas postaram uma foto com a placa do projeto em sua rede social (Foto: Reprodução/Facebook)

Em uma semana, ao menos 15 pessoas postaram uma foto com a placa do projeto em sua rede social (Foto: Reprodução/Facebook)

As pessoas que participam do projeto tiram fotos segurando uma placa da campanha e publicam na sua rede social. “Com isso, eles levantam uma bandeira junto comigo. A pessoa publica a foto no seu Facebook e ajuda a alcançar muitas outras. Não adianta eu tirar duzentas fotos e só postar na minha rede social ou do projeto, já que assim só vou atingir um número reduzido de pessoas”, conta a idealizadora do projeto.

Segundo Bianca, a ação tem duas fases. A primeira, com as fotos compartilhadas nas redes sociais, que já foi iniciada, e a segunda consiste na prática de palestras e orientações em escolas e demais centros de integração. A jovem explica ainda que no segundo momento do projeto, as ações vão ser realizadas por voluntários capacitados para tratar sobre tema.

Em apenas uma semana de projeto, 15 pessoas tiraram fotos com a placa do projeto e postaram nas suas redes sociais. A expectativa, segundo a idealizadora é que esse número aumente nos próximos dias.

Clique na imagem para assistir à reportagem

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A advogada Isabelly Catão, de 33 anos, diz que resolveu participar da campanha por acreditar que iniciativas como esta devem ser constantes, pois a mudança social é lenta. “Nós, mulheres, devemos ser a mudança que queremos para mundo, não nos calando diante das violências que todas nós em algum momento já passamos. Devemos plantar essa semente desde já para que a mudança seja sentida na evolução social futura”, diz.

Para a advogada Renata Lameira, de 32 anos, muitas mulheres ainda hoje têm medo de denunciar agressões, por medo do parceiro, e do julgamento da família e da sociedade. “Esse tema me desperta interesse, já há algum tempo, sou advogada e meu trabalho de conclusão de curso na faculdade foi sobre violência contra a mulher”, comenta.

Por perceber que é alto o número de mulheres que passam diariamente por discriminação de gênero e outros tipos de violência, a funcionária pública Duanne Modesto, de 23 anos, diz que campanhas como essa vêm para fortalecer essa luta. Segundo ela, quanto mais a pessoa se envolve, maior a revolta e vontade de fazer alguma coisa para tentar reverter o quadro e despertar mais pessoas com o mesmo ideal.

“Eu decidi participar, por sentir também enquanto mulher que em determinadas situações, pessoas com mentalidade machista, tentam me colocar em posição desvalorizada ou me classificar em categoria menos digna das formas mais sutis. Não é todo dia que você se depara com as estatísticas e vê que o problema tem uma proporção absurda”, afirma Duanne.

Iryá Rodrigues

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