No Rio, evento organizado pela ONU Mulheres discute violência de gênero (ONU/BR – 07/01/2014)

Com o objetivo de unir esforços pelo fim da violência contra as mulheres no estado do Rio de Janeiro, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), a Polícia Civil e representantes do Poder Judiciário e da sociedade civil realizaram um encontro na segunda-feira (6).

A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, abriu o evento falando sobre três episódios que chocaram a opinião pública nos últimos dias e que mostram diversas faces da violência contra a mulher: a crise de ciúmes do marido de Rosilene Azevedo, 37 anos, que culminou em um tiroteio na noite do réveillon em Copacabana; a morte de Nívia Araújo, de 24 anos, supostamente jogada do terraço de sua casa, em São Gonçalo, na madrugada do dia 1 de janeiro, pelo ex-namorado; e o caso da jovem Alessandra Isaac, de 21 anos, que levou seis facadas nas costas dadas também pelo ex-namorado no dia 3.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, compartilhou com o público iniciativas recentes da instituição para acabar com a violência contra as mulheres. Entre elas, destacou o Protocolo para a Investigação das Mortes Violentas de Mulheres por Razões de Gênero; a campanha “O valente não é violento” no marco da campanha global da ONU pelo fim da violência contra mulheres e meninas; e o aplicativo “SOS Mulher”, que faz parte de um projeto global por cidades seguras para mulheres e meninas.

Já a diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, delegada Márcia Noeli, falou sobre as iniciativas da Polícia Civil do Rio de Janeiro, como o “Projeto Violeta”, uma parceria com o Poder Judiciário para priorizar o atendimento a casos mais graves de violência contra a mulher; e os “Núcleos de Atendimento à Mulher” que serão criados em todas as delegacias legais do estado.

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