Número de casos de violência sexual cresce 76% em Taubaté (O Vale – 12/07/2015)

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Número está bem acima da média da região, que é de 19%; maioria das vítimas é criança ou adolescente

Uma notícia lamentável: os casos de violência sexual tiveram aumento de 76,47% este ano em Taubaté, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Os números mostram que, de janeiro a maio, foram registrados 30 casos contra 17 no mesmo período de 2014. Em maio, a diferença é de três casos –sendo cinco este ano contra dois no ano passado.

Do total dos casos registrados este ano, 15 aconteceram na área do 3º Distrito Policial, que compreende ao Três Marias. Em seguida, estão o 2º DP (Estiva) com 9 casos e do 1º DP (região central) com 6.

Na região do Vale do Paraíba, o aumento foi de 18,87%, com 233 casos este ano contra 196 em 2014.

No ano passado, a filha de 15 anos da cozinheira M.C., 42 anos, entrou para as estatísticas. Ainda com medo do autor, o ex-companheiro, M. prefere não se identificar.

“Minha filha disse que ele (o ex-companheiro) a procurava quando eu saia de casa para trabalhar e falava sobre sexo e mostrava fotos. Um dia ele tentou abusar dela. Fizemos a ocorrência e ele sumiu. Ainda tenho muito medo”, disse.

Vítimas. O Gavvis (Grupo de Apoio à Vítima de Violência Sexual) da Universidade de Taubaté –que responde por 39 cidades da região e oferece assistência médica, psicológica e jurídica a pacientes violentados sexualmente– chega a atender até cinco vítimas de estupro por semana, no Hospital Universitário de Taubaté.

Alguns casos não chegam a ser registrados na polícia. Na maioria, são vítimas crianças e adolescentes, com idades inferiores a 10 anos.
“Percebemos o aumento exagerado das vítimas em 2015, principalmente de crianças. É alarmante. Os autores estão, na maioria dos casos, dentro de casa, são pais, padrastos, primos, tios. Pelo menos 15 registros na região e um quarto em Taubaté têm essa característica”, disse o consultor jurídico do grupo, Avelino Alves Barbosa Junior.

As vítimas são encaminhadas pelo Pronto-Socorro Municipal ou pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). O Gavvis atende no HU todas às segundas-feira, das 13h às 17h. Em caso de urgência, a equipe é acionada pelo hospital.

As vítima recebem os primeiros atendimentos, é feito a coleta de sangue para exames e medicação anti-aids e com a pílula do dia seguinte. O tratamento psicológico tem duração de seis meses e, depois deste período, são encaminhados para profissionais particulares ou da rede básica de saúde. Em caso a vítima ser menor de idade, são encaminhados para o Caps Ad infantil.

Da parte jurídica, é feito a orientação para procura de um advogado, polícia e Defensoria Pública.

Michelle Mendes

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