Número de medidas protetivas para mulheres cresce 51,4% em Campinas (G1 – 11/08/2015)

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Levantamento do Tribunal de Justiça aponta aumento da procura na cidade. Coragem das vítimas em denunciar violência explica alta, avalia advogada.

Um levantamento realizado pelo Tribunal de Justiça mostra aumento de 51,4% no número de medidas protetivas para mulheres vítimas de violência em Campinas (SP). Nos primeiros sete meses deste ano foram 318, contra 210 no mesmo período de 2014.

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A medida obriga, entre outros fatores, que o agressor permaneça longe da vítima. “Com a medida eu espero que eu tenha um pouco de segurança, né? Andar na rua com os meus filhos, sem ser agredida e sem ser verbalmente agredida também”, contou uma mulher que preferiu não ser identificada.

“O que aumentou, na verdade, foi a coragem das mulheres em denunciar”, avaliou a advogada Solange Maria de Paiva Araújo. Ela afirma que as mulheres eram ameaçadas pelos agressores em caso de denúncia, mas que com a medida protetiva se sentem mais seguras.

De acordo com a assistente social Ana Cláudia Amaral, as vítimas devem prestar queixa e procurar os serviços de apoio à mulher. “Nesses locais existem equipes preparadas para atendê-la e dar o auxílio para que rompa esse ciclo de violência”, disse.

Outras cidades

Outras cidades da região de Campinas tiveram uma queda no número de medidas protetivas. Em Americana (SP), no primeiro semestre de 2014 foram registrados 245 casos; o número caiu para 235 no mesmo período deste ano.

Já em Piracicaba (SP), o registro diminuiu de 190 medidas concedidas em 2014 para 180 este ano. Limeira (SP) apresentou a maior queda na procura, de 155 para 107 casos em 2015.

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