Ônibus de atendimento à mulher chega a Angra (Pref. Angra – 28/05/2015)

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Veículo leva acolhimento às mulheres do campo e floresta em situação de violência.

Angra recebeu nesta semana uma unidade móvel do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra Mulheres, do Governo Federal. A ação foi uma parceria entre a Prefeitura de Angra, por meio da Coordenadoria da Mulher, e a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo do Estado. No total, 54 ônibus estão ofertando o serviço em todo o País, sendo dois por estado.

Ônibus de atendimento à mulher chega a Angra (Foto: Luiz Eduardo de Araujo)

Ônibus de atendimento à mulher chega a Angra (Foto: Luiz Eduardo de Araujo)

Os veículos circulam nas áreas de campo e floresta para apoiar a prestação de serviços de atendimento, acolhimento e orientação às mulheres em situação de violência, para que elas também tenham acesso a Lei Maria da Penha (11.340/2006). Para a coordenadora do Pacto, Luzinete Araújo, a intenção é levar informações e acolher as mulheres que passam por situações de violência e não têm coragem de procurar um órgão público em sua cidade para pedir ajuda.

– Esse programa é uma maneira de chegarmos mais próximo destas mulheres que muitas vezes não tem acesso a nenhum tipo de informação sobre como proceder em casos de violência. Para elas, fazemos palestras falando sobre a Lei Maria da Penha e distribuímos todo o material informativo. Sabemos que muitas ficam inibidas de entrar em uma unidade como esta e afirmar que sofre violência, que é uma questão histórica e precisa ser combatida – explica Luzinete.

Para ela, é muito importante que os técnicos do município deem continuidade e encaminhem o trabalho realizado com as mulheres atendidas nesse projeto. O itinerário dos ônibus é de responsabilidade dos governos estaduais e de municípios polo, tendo monitoramento da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e do Fórum Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo e na Floresta.

Os 54 veículos estão equipados com duas salas de atendimento, onde atendem: psicólogo, assistente social e advogado. E ainda são disponibilizados, netbooks com roteador e pontos de internet, impressoras multifuncionais, geradores de energia, ar-condicionado, projetor externo para telão, toldo, 50 cadeiras, copa e banheiro adaptados para pessoas com deficiência.

Violência contra a mulher

A violência contra a mulher pode acontecer em todas as fases da vida, na maioria das vezes iniciando na infância. As violências doméstica e sexual se tornaram fenômenos sociais e culturais, que ainda estão cercados pelo silêncio e pela dor. Políticas públicas específicas, que incluem a prevenção e a atenção integral, são fatores que podem proporcionar o fortalecimento no enfrentamento da violência no Brasil.

Segundo dados da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres do Governo do Estado, em 2014, do total de 52.957 denúncias de violência contra a mulher, 27.369 corresponderam a denúncias de violência física (51,68%), 16.846 de violência psicológica (31,81%), 5.126 de violência moral (9,68%), 1.028 de violência patrimonial (1,94%), 1.517 de violência sexual (2,86%), 931 de cárcere privado (1,76%) e 140 envolvendo tráfico (0,26%).

– Esses dados têm decrescido a cada pesquisa porque muitas mulheres sofrem caladas, isso é um retrocesso. É importante que as mulheres denunciem casos de violência para que os programas de atendimento se tornem cada vez mais eficientes e para que possamos penalizar os responsáveis pelas agressões, sejam elas de qualquer natureza. A Coordenadoria da Mulher está de portas abertas para oferecer todo apoio e informações necessárias – enfatiza a coordenadora Marilene Dopazzo.

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