Painel público apresenta publicação e discute tráfico de mulheres e violência sexual (Pref. Santo André – 16/07/2015)

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Diversas lideranças estiveram presentes na noite de ontem (15) para apresentação do recorte de pesquisa que virou livro

A Prefeitura de Santo André, em parceria com a Associação Mulheres Pela Paz, promoveu na noite desta quarta-feira (15), painel público intitulado “Mulheres e Homens pela Paz contra o Tráfico de Mulheres e a Violência Sexual”, com a apresentação de uma publicação com o mesmo nome. O encontro, que teve a presença de Clara Charf, presidenta da Associação Mulheres pela Paz, e de Vera Vieira, diretora executiva da ONG, além de outras autoridades representativas do segmento, debateu avanços, pontos a alcançar na luta pela igualdade e os desafios no combate ao tráfico de mulheres, exploração e violência sexual.

Mesa reuniu ativistas e especialistas para debater tráfico de mulheres, exploração e violência sexual (Foto: Pref. Santo André)

Mesa reuniu ativistas e especialistas para debater tráfico de mulheres, exploração e violência sexual (Foto: Pref. Santo André)

MG 0538A diretora executiva da Associação Mulheres pela Paz, Vera Vieira, garante que uma educação familiar não equitativa é um dos motivos para que os números de tráfico de mulheres, bem como da violência, ainda cresçam no país. “As estatísticas mostram que, infelizmente, a maneira que aprendemos a ser homem ou mulher acaba criando extremas desigualdades e injustiças e a principal causa desse modelo assimétrico, que coloca o homem em condição de superioridade em relação a mulher, traz muitos prejuízos”, finalizou. O livro, com o mesmo título do painel, sistematiza o percurso em diversas regiões brasileiras traçando um perfil sobre o tema e fazendo diversos levantamentos e troca de informações.

A Secretária de Políticas para as Mulheres, Silmara Conchão, frisou que as condições atuais são desafiadoras para as políticas públicas. “A sociedade conservadora veio para cima da gente e nos perguntamos o que anda acontecendo com nossas conquistas. A lei da tradição, da nossa sociedade patriarcal, faz com que se criem entraves. A Lei Maria da Penha foi um grande avanço, mas ainda precisamos falar mais sobre isso. Fortalecemos nossa ação local e regional, na prevenção e proteção, mas temos muito a discutir, incentivando o debate sobre a condição humana”, finalizou.

Dados – O tráfico humano é a terceira modalidade criminosa mais lucrativa do mundo, ultrapassada apenas pelo tráfico de armas e de drogas. O lucro anual chega a quase 32 bilhões de dólares, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dentre as vítimas, 85% são mulheres, sendo a imensa maioria delas para fins de exploração sexual. A faixa etária predominante está entre 18 e 29 anos e adolescentes. Há registro de tráfico de crianças, sendo a maioria do sexo feminino. Também existe o tráfico de homossexuais e travestis jovens. A maioria das pessoas traficadas é pobre e com baixa escolaridade. Na rede de aliciadores, 55% são mulheres.

Segmento – Uma oficina de educação popular feminista, fechada para lideranças locais que atuam em ONGs, órgãos públicos e universidades, com o mesmo título, continua nesta quinta e sexta-feira, no salão de eventos do Hotel Plaza Mayor. Dentre os principais objetivos, estão contribuir para o acúmulo de discussão sobre o tema dentro dos movimentos sociais e na sociedade em geral, refinar a ótica feminista, contribuir na luta pelo enfrentamento da violência contra a mulher que se materializa na violência doméstica e sexual, além do tráfico de mulheres, fortalecer a rede de serviços contra o tráfico humano, formada por atores governamentais e não governamentais, interferir na implantação e implementação de políticas públicas, aumentar a sensibilidade da mídia e da opinião pública sobre a gravidade dessas questões, como consequência das desigualdades de gênero.
A respeito de Santo André

A Vila de Santo André da Borda do Campo foi fundada em 8 de abril de 1553 e extinta em 1560. A localidade passou a ser parte do município de São Paulo e apenas em 1889 é que a região passou a ter um município com nome de São Bernardo. Este abrigava todo o ABC, e com a transferência de sede em 1939 passou a ser denominado Santo André. Este nome permaneceu, e após diversas emancipações de distritos, em 1953, o município de Santo André passou a ter a área atual de 174,38 km².

Localiza-se no ABC paulista (Região Metropolitana de São Paulo), distante 18 km da Capital. A cidade é estratégica para o setor logístico, pois está inserida no principal polo econômico brasileiro, próxima a algumas das principais rodovias estaduais e federais, as quais dão acesso ao Porto de Santos e aos aeroportos de Cumbica e de Congonhas.

Conforme último Censo, divulgado em 2010, com estimativa para 2014, Santo André possui 707.613 habitantes. No ano de 2012, o PIB (Produto Interno Bruto) foi de R$ 18,085 bilhões, sendo o 32º maior do País e o 12º maior entre as cidades do Estado de São Paulo.

Sobre a Secretaria de Políticas para Mulheres

Primeira Secretaria de Políticas para Mulheres da região do ABC paulista desenvolve ações para garantir autonomia e direitos de cidadania das mulheres, considerando gênero, classe, raça e etnia, geração, deficiência, orientação sexual/identidade de gênero e diversidade regional. A área também articula ações de enfrentamento à violência contra as mulheres, fomenta políticas e dá suporte a programas e projetos, em parceria com as demais secretarias municipais, além de instituições públicas e privadas, e acompanha e apoia realizações do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Busca parceria com universidades da região para produção de pesquisas e extensão. Todo trabalho está em consonância com o Plano Municipal e Nacional de Políticas para as Mulheres. A Secretaria tem apoio da Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal.

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