Pará registra sete casos de estupro por dia (G1/Pará – 16/07/2015)

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Em algumas situações, o crime começa com assédio dentro de ônibus. Psicóloga orienta vítimas a buscarem apoio profissional

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup) apontam que uma média de sete estupros são registrados por dia no Pará. Apenas no primeiro semestre deste ano, 1.213 ocorrências de violência sexual já foram contabilizadas. E em muitos casos, o crime começa com o assédio dentro dos ônibus.
“Eu perguntei por que ele estava se esfregando em mim. Ele falou que o ônibus estava apertado e que era para eu pegar um avião”, conta uma mulher que já foi assediada dentro de um coletivo.

Clique na imagem para assistir à reportagem

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Para as vítimas, os homens se aproveitam dos transportes coletivos lotados para cometer o abuso.

“Isso é bem desagradável para nós, mulheres. A gente se afasta um pouco, mas eles ficam atrás da gente”, reclama a dona de casa Taicilene Lima.
A delegada Ariane Melo explica que esse tipo de assédio deve ser denunciado para a polícia e, alguns casos, pode ser considerado estupro.

“Em caso de adolescentes, dependendo das atitudes que o agente comete dentro do ônibus, como tocar na vítima, pode ser considerado abuso sexual, pois o crime de estupro de vulnerável não prevê uma grave ameaça. Em relação a vítimas que não são consideradas vulneráveis, o agente pode ser indiciado por importunação ofensiva ao pudor”, detalha.

Segundo a psicóloga Adriana Reis, a pessoa que passa por essa situação deve procurar apoio profissional.

“Uma vez que tenha ocorrido violência sexual, assédio ou contato indevido que seja percebido pela mulher como incômodo, ela deve procurar um profissional especializado para conversar sobre o que aconteceu”, diz.

Para as vítimas, ficam a sensação de impotência, como relata o pai de uma adolescente de 12 anos que foi violentada.

“Ela saiu e foi para o colégio e foi abordada por um determinado meliante, que encostou a faca na costa dela e a levou para um terreno baldio. Quando chegou lá, ele violentou a minha filha. O sentimento é de revolta, de ver que a minha filha foi violentada e infelizmente a justiça não foi feita. Não podemos fazer justiça com as próprias mãos”, ressalta.

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