Para Unesco é preocupante a imagem estereotipada da mulher na América Latina (EFE – 26/05/2015)

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A Unesco reconheceu nesta terça-feira avanços em temas de igualdade de gênero na América Latina, mas se mostrou preocupada com a manutenção de uma imagem estereotipada da mulher nos meios de comunicação.

Saadia Sánchez Vegas, representante da Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura (Unesco) para a região andina, destacou em reunião com a imprensa em Quito a importância do papel dos meios de comunicação na transformação dos estereótipos de gênero.

“As imagens muito estereotipadas de mulheres na imprensa ainda são um problema grave”, comentou Sánchez Vegas, para quem é necessário um trabalho “mais consistente e mais sistemático” para terminar com os estereótipos e reforçar conceitos de direitos humanos.

Ela comentou que em vários países os meios de comunicação reproduzem programas de humor que ridicularizam e fomentam a violência intrafamiliar, um fenômeno que se repete em nível global.

Nos meios de comunicação, acrescentou, é exigido das mulheres beleza, atributos físicos e desinibição, enquanto dos homens se espera simpatia e inteligência.

Em 2010 o monitoramento global dos meios, realizado a cada cinco anos, revelou que de todas as pessoas ouvidas, vistas ou representadas nas notícias, só 24% foram mulheres.

Sobre a situação das jornalistas nos meios de comunicação, o projeto global de observação de meios mostrou que as mulheres constituem a maioria da mão-de-obra, mas não têm um papel relevante no processo da informação.

O estudo detectou que notícias de economia, finanças, política e governo eram cobertas ou redigidas por 23% de jornalistas mulheres em nível global e 40% delas informavam mais sobre assuntos sociais, família ou arte.

“Em um número considerável de países persiste a diferença salarial por gênero. As mulheres recebem em média 25% menos em cargos gerenciais do que os homens”, e acrescentou que foi detectado um alto percentual de níveis de estresse em mulheres por intimidação e abuso de poder.

Para a representante da Unesco é essencial que os meios promovam a igualdade de gênero rumo ao equilíbrio e respeito ao pleno exercício dos direitos cidadãos, tanto no mundo do trabalho como na imagem que fazem das mulheres.

Além disso, não restringir as mulheres ao papel de apresentadoras de editorias de estilo de vida, entretenimento e notícias leves, e inclui-las como produtoras, executivas, editoras.

Moni Pizani, representante da ONU-Mulheres opinou que “é preciso fomentar a ideia que os estereótipos sexistas apresentados nos meios de comunicação são discriminatórios para as mulheres, degradantes e ofensivos”.

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