Patrulha Maria da Penha reduz violência doméstica em Goiânia (Goiás Agora – 26/10/2015)

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Goiás tem políticas inovadoras e inéditas para as mulheres. A observação é da secretária da Mulher, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e do Trabalho, Lêda Borges. Entre os avanços conquistados ela cita a Patrulha Maria da Penha, lançada em março deste ano, em Goiânia, que já aponta uma redução significativa no número de ocorrências de violência doméstica na região Noroeste da capital. A redução, segundo ela, é de 43%, em sete meses de patrulha.

A Patrulha Maria da Penha foi lançada em março deste ano e  é composta por equipes de policiais militares femininas que irão promovem preventivamente o atendimento qualificado às ocorrências de violência doméstica e familiar, apoiando o cumprimento das medidas protetivas de urgência previstas na Lei 11.340/2006 – Maria da Penha.

Lêda Borges cita ainda a Rede de Apoio à Mulher em Goiás que é composta por 26 delegacias especializadas, uma casa de passagem, seis núcleos especializados de atendimento e um Centro de Referência da Igualdade (Crei) com atendimento psicossocial e jurídico às mulheres em situação de vulnerabilidade. “Tudo isso é muito bom, mas é preciso que busquemos ainda um outro patamar de atenção para a importância que possuímos hoje na sociedade” observa.

Desigualdades
Para a secretária, o domínio desigual nos centros de poder podem ser claramente observados por meio das diferenças salariais, e da configuração predominantemente masculina dos parlamentos, onde encontra-se a face mais cruel desse desequilíbrio. “O Brasil ocupa a 158ª posição feminina no Parlamento. Os dados são de uma pesquisa feita recentemente com 188 países, essa colocação é no mínimo vergonhosa”, cita ela.

 Toda essa conjuntura desfavorável à mulher está em uma sociedade na qual a mulher constitui maioria em diversos segmentos importantes. “Somos maioria em números absolutos na população, somos a maioria entre os eleitores, nós estudamos por mais tempo, e hoje somos maioria também nas universidades brasileiras, representamos uma ocupação de 42% dos postos formais de trabalho e hoje mais de 38% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres”, constata.

Lêda Borges acredita que o empoderamento da mulher brasileira e goiana passa pela mobilização e pelo engajamento na vida pública e da consequente ocupação de cada vez mais espaços nos centros de poder da sociedade.

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