Patrulha vai acompanhar mulheres com medida protetiva em Boa Vista (G1 – 16/11/2015)

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Acompanhamento da ‘Patrulha Maria da Penha’ é feito por guardas. Há quase 1,7 mil mulheres com medidas protetivas em Boa Vista.

Para evitar a reincidência de violência contra mulheres, as vítimas das agressões serão acompanhadas por equipes da ‘Patrulha Maria da Penha’. Nesta segunda-feira (16), a titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Maria Aparecida Cury, explicou que a ideia do programa não é fazer o enfrentamento, mas sim acompanhar os caso considerados mais graves pela Justiça.

Ainda de acordo com ela, atualmente há aproximadamente 1.700 medidas protetivas que foram concedidas a mulheres vítimas de violência. O trabalho da patrulha será feito por guardas municipais, que passaram por capacitação no Tribunal de Justiça de Roraima. O programa é uma parceria entre o judiciário e a prefeitura.

“Os guardas não vão fazer o enfrentamento, mas eles vão acompanhar as mulheres para quem concedemos as medidas protetivas. Antes era só um papel. A mulher o recebia, o ofensor recebia outro, e nós não tínhamos um acompanhamento. Hoje não, a patrulha faz esse trabalho. Eles vão acompanhar os casos mais graves”, explicou a juíza.

O trabalho dos guardas da ‘Patrulha Maria da Penha’, segundo a juíza, deve garantir que a lei seja cumprida com efetividade, além de permitir que as vítimas se sintam mais seguras e protegidas.

“A mulher não tem apenas um papel. Tem pessoas que vão até ela, ligam, vão até a casa, ao trabalho, para perguntar se está tudo bem. A Lei Maria da Penha e o judicário não resolvem o problema da violência, o que resolve é a mudança de cultura, é a efetividade da lei, e a patrulha visa a isso”, enfatizou.

A capacitação dos guardas municipais que compõem a patrulha foi realizada em agosto e setembro. Foram abordados os temas direitos humanos, igualdade de gêneros, Lei Maria da Penha, atuação e operacionalização do patrulhamento, além de participação em audiências no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar. Em outubro, 89 mulheres eram acompanhadas pelo grupo, segundo informações da juíza Maria Aparecida Cury.

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