Pedalada marca dia nacional de homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres (ALRS – 08/12/2014)

(Foto: Leandro Molina)

Envolver os homens no enfrentamento à violência contra as mulheres e promover a igualdade de gênero. Esse foi o objetivo da 1ª Pedalada pelo fim da violência contra as mulheres, realizada em Porto Alegre neste dia 6 de dezembro, que marcou o Dia Nacional de Mobilização de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher.

O evento, que reuniu ciclistas, ativistas e integrantes de movimentos sociais, fez do 4º Encontro Gaúcho de Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres, que este ano saiu da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e foi para a orla da Usina do Gasômetro, tradicional ponto turístico da Capital. No local, houve show com a banda Zambaben e distribuição do ‘Cartão Vermelho’, símbolo adotado pela Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, uma iniciativa inédita criada em 2011 na Assembleia do Estado com o objetivo de promover a reflexão dos gaúchos e dar um basta à cultura machista e de violência presente em muitos lares e na sociedade. “Aqui no Rio Grande do Sul essa cultura machista é muito forte, e não é à toa que ela existe. Ela vem dos ensinamentos de homens e mulheres de que o homem é o forte, de que não fica triste. Aos poucos estamos tentando mudar essa mentalidade. E há muita simpatia dos homens para essa luta”, diz o deputado Edegar Pretto – coordenador da Frente Parlamentar.

O deputado destaca que o RS é exemplo no combate à violência contra mulheres, com iniciativas como a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Patrulha Maria da Penha, Sala Lilás, ampliação da quantidade de delegacias especializadas, projetos da Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE) e a criação das Frentes Parlamentares Municipais, instaladas em 53 Câmaras de Vereadores gaúchas. “O Estado tem se tornado exemplo quando o assunto é política de prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher. Precisamos acabar com a cultura machista, e existem homens parceiros nessa luta”, salienta Edegar Pretto.

Conforme monitoramento de indicadores feito pela rede de atendimento da Secretaria de Segurança Pública do Estado para o enfrentamento da violência doméstica e familiar, houve redução do número de mortes e estupros de mulheres no Rio Grande do Sul. O comparativo entre os períodos de janeiro a setembro de 2013 e 2014 mostrou queda de 32,4% de assassinatos, que caíram de 74 para 50. Os estupros reduziram de 930 para 791, o que representa queda de 14,9%. “A redução é fruto de um trabalho coletivo para justamente acabar com esses números absurdos e opressão histórica contra mulheres e meninas. A violência de gênero precisa ter fim, mas só vamos comemorar quando esses índices caírem a zero”, frisa o deputado Edegar Pretto.

O parlamentar ainda destacou que, além da ampliação para todo o território nacional, o objetivo da Frente Parlamentar para 2015 é incluir o debate sobre a violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha no currículo das escolas. “Tem que haver um momento em que os professores possam falar sobre esse assunto. Se nós não interviermos na educação das crianças, a menina que vê a mãe ser violentada em casa tem grande possibilidade de ser uma mulher submissa e o guri que vê o pai batendo na mãe pode se tornar um homem agressivo”, afirma o deputado.

Leandro Molina

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