Pedreiro é condenado a 25 anos de cadeia por homicídio e aborto de ex-namorada (Diário de Marília – 15/07/2015)

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Adalberto Godoy Favero, 26, foi condenado pela morte da faxineira Ana Paula Basso Tavares, 20

O Tribunal do Júri de Marília condenou a 24 anos, sete meses e seis dias de prisão o servente de pedreiro Adalberto Godoy Favero, 26 anos. Ele foi julgado nesta quarta-feira pela morte da ex-companheira, a auxiliar de limpeza Ana Paula Basso Tavares, 20. O crime aconteceu em fevereiro do ano passado, próximo à represa Cascata (zona leste). A mulher estava grávida de três meses.

O julgamento iniciado pela manhã durou cerca de seis horas e foi presidido pelo juiz Angel Tomas Castroviejo, da 1ª Vara Criminal. O promotor Rafael Abujamra representou o Ministério Público e reforçou as acusações já apresentadas na fase de processo.

Nomeado pelo Estado para preservar o direito de defesa do réu, o advogado Gustavo Adolfo Mesquita Serva Coraíni afirmou não haver provas de que Calogero cometeu o crime, apesar da confissão feita pelo próprio réu, na época em que foi preso.

O defensor disse ainda que, em caso de condenação pelo homicídio, os jurados deveriam desconsiderar o crime de aborto, já que não haveria provas nos autos de que o homem tinha conhecimento da gravidez de Ana Paula. Coraíni também tentou sensibilizar os jurados para afastar as qualificadoras (meio cruel e motivo torpe) que elevam a pena para o homicídio.

Entretanto, por maioria de votos, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes de homicídio e aborto. Também rejeitaram a tese da defesa, que tentou afastar as qualificadoras.

Calógero foi sentenciado a 21 anos, sete meses e seis dias pela morte de Ana Paula. O juiz somou mais três anos de prisão, pela interrupção da gravidez.

A defesa do pedreiro já recorreu da decisão. O caso ainda será examinado pelo Tribunal de Justiça, em São Paulo, mas o réu não tem direito a aguardar o trânsito em julgado livre. Calógero retornou, no final da tarde, à Penitenciária de Marília.

O crime

O corpo de Ana Paula foi encontrado na manhã do dia 27 de fevereiro, em um matagal às margens da represa Cascata, próximo à guarita da estação de tratamento do Daem.

Adalberto foi detido no mesmo dia em que o corpo foi localizado, na casa da mãe, no bairro Vila Real, e confessou o crime. Réu e vítima têm um filho de 4 anos e estavam separados.

Ele estava unido a outra mulher, mas conforme relatou na época, mantinha um relacionamento extraconjugal com Ana Paula. Na noite do crime, teriam saído para mais um encontro e foram à represa Cascata na Kombi de Adalberto.

No local, segundo o acusado, Ana Paula contou que estava grávida de três meses de outro filho dele. Adalberto disse ainda que Ana Paula vinha fazendo ameaças para que ele se separasse da atual mulher. Os dois se desentenderam e, na confusão, Adalberto pegou uma faca e desferiu vários golpes, um deles fatal, no pescoço de Ana Paula. Na sequência, arrastou o corpo da ex até o matagal e fugiu.

Carlos Rodrigues

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