Pesquisa do MPPR mapeia bairros com mais estupros de mulheres em Curitiba (G1/Paraná – 13/11/2015)

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Dados são do Núcleo de Apoio às Vítimas de Estupro (Naves), do MP-PR. Apenas em 2015, mais de 400 mulheres foram vítimas do crime na cidade

Levantamento do Núcleo de Apoio às Vítimas de Estupro (Naves) mapeou os bairros de Curitiba onde mais ocorrem estupros de mulheres. Segundo o grupo, criado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e composto por psicólogas, promotoras e assessoras jurídicas, mais de 400 mulheres foram vítimas de estupro apenas em 2015.

Os dados da pesquisa mostram que os criminosos agem principalmente à noite e em diversos bairros da cidade. Os locais com maior número de ocorrências registradas são: Centro, 49; CIC, 24; Sítio Cercado, 12; Tatuquara, 12; Novo Mundo, 12; Boqueirão, 11 e Cajuru, 10.

Clique na imagem para assistir à reportagem

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O objetivo do Naves, segundo a coordenadora Rosângela Gaspari, é auxiliar no trauma psicológico vivido pelas mulheres agredidas e, na grande maioria dos casos, é o grupo quem procura a vítima.

“Não esperamos ela chegar até aqui. Fizemos parcerias com os órgãos públicos – polícias, Instituto Médico-Legal (IML) e hospitais credenciados. Então, eles nos enviam informações dos estupros e com esses dados vamos atrás para marcar um horário, tanto para atendimento sob o aspecto jurídico, quanto disponibilizando o apoio psicológico semanal aqui no núcleo”, afirmou.

Ainda de acordo com Rosângela, a média de denúncias anuais em 2013 era de 11 casos. Atualmente, o número subiu para 30. “Até o final do ano devemos fechar com, aproximadamente, 60 denúncias”, disse.

Para que seja possível ir atrás do criminoso, a mulher agredida precisa denunciar o que sofreu à polícia, por mais difícil que seja. Na capital paranaense, o exame médico-legal, que é imprescindível para confirmar o crime e coletar provas contra o estuprador, não precisa, necessariamente, ser feito no IML.

Segundo o diretor da Polícia Científica Hemerson Bertassoni, em breve o exame estará disponível em outras cidades do estado. “No hospital já terá um grupo de profissionais capacitados pela polícia científica e aptos a fazer o atendimento”, disse.

Para a atriz e ativista da luta feminina contra a violência Ludmila Nascarella, que também foi vítima de agressão e ameaça por parte de dois ex companheiros, calar não ajuda. “Existem muitos tipos de violência contra a mulher. Dentre elas, psicológica, patrimonial, estupro e assédio. São tantas formas de violência que, muitas vezes não são conversadas nem dentro da própria casa ou na escola. Por isso acredito que estamos numa situação tão triste e opressora contra a mulher”, lamentou.

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