Pesquisa mostra que 21% dos estupros na cidade do Rio de Janeiro foram coletivos

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(O Globo – 16/09/2016) FGV fez estudo em unidades públicas e particulares de saúde

De um total de 2.338 vítimas de estupro atendidas em unidades de saúde públicas ou privadas da cidade entre janeiro de 2013 e junho deste ano, 21% foram atacadas por dois ou mais criminosos. A estatística consta de uma pesquisa da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), conforme antecipou nesta quinta-feira o colunista Ancelmo Gois, do GLOBO. E um outro dado chama a atenção: 1,2% das vítimas tinham menos de 1 ano de idade.

Leia mais: Rio tem média de 1,9 atendimento por dia a vítimas de estupro; 38% são menores de 14 anos, por Ancelmo Gois (O Globo – 15/06/2016)

— Esse percentual, de bebês abusados, me impressionou. O número de vulneráveis é alarmante. Das vítimas, 38% têm menos de 14 anos — destacou Janaína Fernandes, que coordenou a pesquisa com o professor Marco Aurélio Ruediger. — Temos a intenção de ajudar o estado a elaborar medidas protetivas e preventivas por meio de uma melhor visualização de dados. Quando você torna o número evidente, fica mais fácil de as pessoas agirem.

Janaína chama a atenção para o fato de o estudo da FGV se debruçar sobre dados da área de saúde, e não da segurança pública:

— Nem sempre uma vítima do estupro procura uma unidade de saúde. Os números da segurança pública são ainda maiores.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o Dossiê Mulher (produzido anualmente pelo Instituto de Segurança Pública) constatou que, em 2015, 4.128 mulheres sofreram abusos sexuais no estado (a pesquisa da FGV identificou 4.281 vítimas, entre 2013 e junho deste ano). Entre os autores, 9,2% eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas; 14,7%, pais ou padrastos; 8,7%, parentes; e 6,6%, vizinhos ou amigos.

A Divisão de Atendimento à Mulher da Polícia Civil afirma que tem realizado diversas campanhas para incentivar denúncias de estupros.

Acesse no site de origem: Pesquisa mostra que 21% dos estupros no Rio de Janeiro foram coletivos (O Globo – 16/09/2016)