PJMT abre 5ª campanha Justiça pela Paz em Casa (TJMT – 15/08/2016)

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterEmail this to someone

A cerimônia de abertura da quinta edição da campanha Justiça pela Paz em Casa, promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT), reuniu representantes dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, Prefeitura Municipal de Cuiabá e autoridades, na manhã desta segunda-feira (15 de agosto), no Hotel Fazenda Mato Grosso, para discutir sobre a problemática da violência doméstica e familiar contra a mulher.

Neste ano, a campanha tem como tema ‘Cabeça de Mulher’ e traz a mensagem ‘quem ama cuida, quem ama respeita’. As ações serão efetuadas de 15 a 20 de agosto em diversos pontos da Capital.

Uma discussão que, de acordo com a coordenadora do Cemulher e responsável pelo evento, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, é de grande relevância para o resgate da dignidade da mulher que sofre violência doméstica. “Decidimos fazer uma semana de atividades com todos os entes envolvidos nesta ação para que cada um saiba lidar de forma adequada com esta vítima de violência. Além de ser uma oportunidade para a sociedade se conscientizar sobre este problema, de modo que entenda que todos, independente do sexo, merecem respeito”.

Luta que a presidente em exercício do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, aponta ser de todas as entidades públicas e que merece o engajamento e a criação de políticas públicas efetivas. “Estamos unidos em prol de um objetivo comum, disseminar a cultura da paz, fomentar o respeito e proteger as mulheres vítimas da violência. Para isso é preciso se preparar para identificar a violência que não é vista, a violência psicológica, que subjuga, anula a autoestima e deixa a mulher vulnerável e incapaz de reagir à situação. Hoje plantamos a semente da cidadania, da paz e amor junto à sociedade”.

Assunto espinhoso, mas que precisa ser abordado, segundo a juíza da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e da 10ª Vara Criminal da Capital, Ana Cristina Silva Mendes. “Começamos esse trabalho com os policiais, já que eles normalmente são os primeiros a receber essas mulheres. Eles precisam entender como funciona a cabeça de uma mulher em uma relação abusiva, porque ela não o abandona ou mesmo volta a conviver com seu agressor, muitas vezes, até o protege, não o denuncia. É fundamental que as pessoas tenham a paz como referência para que se propague esta cultura”.

Fato que recebe o inteiro apoio do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Gley Alves. “Trouxemos aqui mais de 700 homens, são comandantes regionais e alunos oficiais, que vão aprender a conduzir o atendimento à mulher em situação de violência de forma humanizada. Contudo, para isso, nós precisamos aprimorar nossos conhecimentos sobre o mundo feminino. Dar o acolhimento devido à vítima”.

Para o defensor público-geral do Estado, Djalma Sabo Mendes, um dos parceiros da iniciativa, a realização de um evento para versar sobre o assunto é a forma mais acertada de se propalar a ideia junto ao núcleo familiar. “A família é a base de qualquer ser humano, se em casa a violência aparenta ser algo natural, precisamos corrigir esta questão. É necessário enfrentar o problema de maneira objetiva e faremos o possível para contribuir com esta ação de melhoria da vida social”.

O ditado popular ‘Em briga de marido e mulher não se mete a colher’ foi usado pelo governador de Mato Grosso, Pedro Taques, para dizer que o Estado sim irá meter a ‘colher’, quando o caso for violência contra a mulher. “Não há motivo para a mulher ser tratada como inferior ao homem, ser tratada como objeto. A Constituição Federal garante direitos iguais a ambos, então vamos garantir essa proteção à mulher. Para isso, a Delegacia de Combate ao Crime de Violência de Gênero terá o atendimento estendido a 24h, vou fazer de tudo para que ocorra essa mudança em breve. E reforço, não importa quem cometa a violência, quem o fizer será punido. A mulher não pode ser vilipendiada em seu direito individual”, defendeu.

Ainda nesta manhã foram realizadas duas palestras. A primeira pela magistrada Ana Cristina Mendes sobre ‘Cabeça de Mulher e a humanização na prática policial’ e a segunda pelo juiz da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Jeverson Luiz Quinteiro, que discorrerá sobre o tema ‘Empatia’.

São parceiros do Poder Judiciário nesta campanha: a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Prefeitura Municipal de Cuiabá, Governo Estado, por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), Defensoria Pública, Câmara Municipal de Cuiabá, Ministério Público do Estado, OAB-MT, Polícia Militar, Polícia Civil e Sicoob Credijud.

Acesse no site de origem: PJMT abre 5ª campanha Justiça pela Paz em Casa (TJMT – 15/08/2016)