Polícia investiga site que prega violência contra as mulheres na UnB (Correio Braziliense – 14/01/2016)

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Autor diz que blog está hospedado nos Estados Unidos, mas, na verdade, o servidor fica na Malásia. Apesar de ser no exterior, ele pode ser retirado do ar

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma página na internet que propaga insultos racistas e mensagens de ódio contra homossexuais e mulheres. Uma das publicações ataca estudantes da Universidade de Brasília (UnB). O caso foi encaminhado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) para apuração. A polícia, por enquanto, prefere não apontar suspeitos.

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As publicações da página começaram em dezembro do ano passado, e não tratam somente de violência sexual. Em um dos textos, o autor, que evidentemente não se identifica, ataca os negros, as mulheres e o povo judeu, e acrescenta maneiras de praticar tortura psicológica. A publicação mais recente foi ao ar nesta quinta-feira (14/1).

O site traz também um “aviso as autoridades brasileiras”, em que o autor afirma que a página está hospedada nos Estados Unidos. Trata-se de balela: o blog, na verdade, está hospedado em um servidor de Kuala Lumpur, capital da Malásia.

Esta não é a primeira página que ganha destaque por incitar a violência contra estudantes da UnB. Em 2012, o analista de sistemas brasiliense Marcelo Valle Silveira Mello foi preso por ter planejado um ataque a estudantes de ciências sociais. Por meio de um site, ele e um amigo, o especialista em informática Emerson Eduardo Rodrigues, postaram mensagens combinando o massacre e convocando extremistas.

Durante buscas realizadas em Brasília e em Curitiba, os policiais encontraram um mapa apontando uma casa de festas frequentada pelos universitários no Lago Sul. Local onde, segundo a PF, poderia ocorrer a tragédia. A página da internet também incitava a violência contra negros, homossexuais, mulheres, nordestinos e judeus, além pregar o abuso sexual contra menores.

Ex-aluno do curso de letras da UnB, Marcelo já havia sido processado em 2009 por racismo, mas recorreu da decisão e não foi para a cadeia. Ele teria iniciado em 2005 uma série de ofensas contra negros em um fórum da universidade na extinta rede social Orkut.

Douglas Carvalho – Especial para o Correio

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