Pro Paz registra 170 casos de estupro de crianças e mulheres em Santarém (G1/Santarém – 13/09/2016)

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterEmail this to someone

Dados são referentes aos primeiros oito meses de 2016. Assistente social orienta pais e mulheres sobre como evitar esse crime

O Pro Paz divulgou dados sobre casos de violências que caracterizam o crime de estupro em Santarém, no oeste do Pará. De acordo com o órgão, de janeiro a agosto de 2016 foram registrados 64 casos sendo mulheres vítimas e 106 envolvendo crianças e adolescentes. As maiores vítimas são meninas.

Segundo a assistente social do Pro Paz, Diane Castro, na maioria dos casos, os suspeitos são pessoas próximas das vítimas. “Geralmente, o abuso acontece com pessoas que você menos desconfia. Quando é divulgado na mídia as pessoas se assustam. Eles têm a visão do estuprador como uma pessoa feia, mal-educada, malvestida, e na verdade, muitas vezes é uma pessoa bem arrumada, aparentemente bonita. A gente tem que tentar tirar essa cultura do que é feio é ruim e o que é bonito é bom”, destaca.

Conforme Diane, os índices para crianças e adolescentes aumentam porque eles são mais vulneráveis. Os pais têm papel fundamental para evitar que esse crime aconteça, adotando algumas medidas. “Na maioria, os casos têm mães e pais que deixam os seus filhos em casa sozinhos e não orientam para que não abram a porta quando chega um estanho; eles devem evitar que a criança vá para a casa do vizinho quando ele estiver sozinho; evitar o contato com crianças no colo; (…) evitar roupas curtas nas crianças”, contou.

Para os casos nos quais mulheres são vítimas, Diane orienta que elas não peguem carona com pessoas desconhecidas, não excedam no consumo de bebidas em festas, andem sempre acompanhadas. “Caso aconteça o estupro, a pessoa quer logo tomar banho, mas deve guardar a roupa dentro de um saco, ir ao hospital e lá eles vão acionar a polícia. Tudo é prova”, conclui.

Acesse no site de origem: Pro Paz registra 170 casos de estupro de crianças e mulheres em Santarém (G1/Santarém – 13/09/2016)