Programa Justiça por Elas abre espaço para Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres (TJAP – 06/06/2017)

A Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres direciona suas ações para escolas municipais de ensino fundamental. Segundo a titular da pasta, Anne Pariz, “é necessário fazer um trabalho preventivo nas escolas, com crianças e adolescentes, orientando sobre os diversos tipos de violência contra a mulher.

“As ocorrências nas famílias afetam o desempenho dos filhos na escola. Quando há ações no colégio envolvendo as famílias, enviamos uma equipe para realizar os atendimentos, diagnosticando casos de violência contra a mulher”, explica Anne, que foi entrevistada no programa Justiça por Elas, que vai ao ar todas as terças-feiras, às 15 horas, pela Rádio Universitária 96.9 FM.

A parceria com a Secretaria Municipal de Educação permite que a Coordenadoria leve para dentro das escolas instrumentos pedagógicos como rodas de conversa, palestras, teatro, fantoches. Além dos alunos, o corpo técnico de cada estabelecimento também recebe orientações acerca da prevenção e tratamento dos casos de violência contra a mulher. “Esses instrumentos tornam a mensagem mais aceitável pelas crianças e adolescentes porque é passada de forma lúdica, diferente do formato mais tradicional da sala de aula”, explica Anne.

Além da rede de ensino, a Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres percorre os distritos de Macapá levando esclarecimentos e atendimentos, por meio de uma equipe multidisciplinar. Desde fevereiro desse ano, a equipe já visitou os distritos de Coração, Fazendinha e localidade de Santo Antônio do Matapi. A caravana leva assessoria jurídica e psicológica, a mais procurada segundo Anne. “Às vezes a mulher está em situação de violência há muitos anos e nem se dá conta disso, porque a violência não é só física, aquela que deixa marcas no corpo. Mas, também é psicológica e patrimonial, quando a mulher é proibida de utilizar os bens materiais do casal”, exemplifica a coordenadora.

“A violência psicológica é mais comum, porém mais difícil de ser identificada pela própria mulher. Ocorre no namoro ou no próprio casamento, quando o homem quer privá-la de vestir o que gosta, de sair só ou com amigos, sair com os próprios filhos sem o companheiro junto; quando a trata com grosserias e ofensas”, esclarece. No caso da violência patrimonial, de acordo com Anne, os exemplos são diversos como proibir a mulher de usar seu próprio cartão de crédito, o carro da família e outros bens de uso comum. “Ocasionalmente isso é o início para chegar a um quadro de violência mais grave, que é a física e até a morte”, alerta.

Conforme explicou a coordenadora, quando uma mulher procura o atendimento psicológico na equipe, geralmente é porque sente-se desconfortável na relação com o companheiro, mas não tem exatamente a noção de que vive sob um regime de violência. “A psicóloga, aos poucos, vai perguntando e situando o olhar da mulher diante da realidade que a afeta”, finaliza Anne.

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