Programa no RS acaba com registro de novas agressões contra a mulher (JN – 04/11/2013)

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Em Porto Alegre, uma iniciativa da Polícia Militar tem evitado que mulheres vítimas de violência sejam agredidas novamente pelos ex-companheiros. Em um ano, a chamada Patrulha Maria da Penha conseguiu garantir a segurança dessas mulheres em 100% dos casos.

Uma dona de casa passou um mês num abrigo depois de ser agredida pelo ex-marido. “Me deu uma paulada na cabeça. Eu tenho marcas no corpo de facada. Eu peguei meus filhos e saí de perto dele, deixei tudo para trás”, revela a mulher.

A presença da patrulha formada por policiais ajudou na volta para casa. “Estou me sentindo protegida, porque até então eu achava que estava sozinha”, afirma.

As patrulhas Maria da Penha percorrem os bairros com maior índice de violência doméstica de Porto Alegre e vão às casas das mulheres que conseguiram na Justiça uma ordem para que os maridos não se aproximem.

Os policiais não têm hora marcada para essas visitas. A ideia é fazer com que o agressor tenha medo de ser surpreendido, o que funciona na maioria dos casos. Mesmo assim, desde que a patrulha existe, 40 homens já tentaram descumprir as medidas protetivas. Todos foram presos em flagrante.

“Eu comecei a ter mais confiança, aquela coisa, e ele começou a ter receito. Eles não tinham hora para passar e aí, onde que eu tinha disponibilidade de ligar, eles vinham. Foi onde eu consegui resolver meu problema”, conta uma mulher.

Segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a Lei Maria da Penha, criada em 2006, ainda não fez cair o número de mulheres assassinadas no Brasil. São mais de 5 mil por ano.

Mas em Porto Alegre, o trabalho da patrulha tem mudado essa realidade: nenhuma morte entre os 1.468 casos atendidos.

“É a primeira vez que uma Policia Militar acompanha essa mulher durante todo o tempo de sua agressão. Preenchendo a lacuna existente entre a solicitação da medida protetiva de urgência e o fiel cumprimento por parte do agressor”, declara Nádia Gerhard, comandante da Patrulha Maria da Penha.

Nenhuma morte foi registrada. E neste primeiro ano do projeto, nenhuma das participantes registrou queixa de nova agressão cometida pelo ex-companheiro.

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