Projeto piloto em SC garante cirurgia plástica gratuita a mulheres e crianças vítimas de violência (DC – 10/06/2016)

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Cirurgias reparadoras totalmente sem custos serão oferecidas a mulheres e crianças catarinenses que foram vítimas de violência física ou sexual em hospitais da rede pública e privada. A iniciativa é uma ação social da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Santa Catarina (SBCP-SC), que conta com 163 membros no Estado, e deve durar por pelo menos um ano. O lançamento do projeto acontece nesta sexta-feira, 10, em Florianópolis, e posteriormente será expandido para 19 estados brasileiros, além do Distrito Federal.

O objetivo do Atendimento em Cirurgia Plástica a Mulheres e Crianças com Sequelas Crônicas Vítimas de Violência Doméstica e Estupro, desenvolvido voluntariamente pela SBCP nacional, é o de oportunizar procedimentos reparadores de maneira gratuita, assim como encorajar mulheres e crianças a denunciarem situações de maus tratos e estupro. Nos trabalhos, a entidade vai fazer uma triagem entre os inscritos e mapear o atendimento pelo Estado.

— Como é uma ação gratuita, fizemos um chamado por voluntários, e os cirurgiões catarinenses estão respondendo muito bravamente a mais esta solicitação. Estamos recebendo apoio de profissionais de todas as regiões — comemora ex-membro da sociedade catarinense, Zulmar Accioli, que também coordena a iniciativa.

Homens adultos e idosos que tenham sofrido os mesmos tipos de violência e consequência também podem pleitear o procedimento cirúrgico. Segundo o coordenador, podem participar “todos em que permaneça uma deformidade crônica possível de ser mitigada pela cirurgia plástica, a exemplo de sequelas por queimaduras, cicatrizes causadas por arma branca e fraturas faciais” podem participar.

Os interessados devem entrar em contato com Susana de Oliveira pelo telefone (48) 9154-6537 e possuir o boletim de ocorrência (BO) emitido por uma delegacia de polícia. Na sequência, a SBCP-SC informará aos selecionados datas e locais das operações. Todas as etapas são gratuitas e os pacientes serão atendidos em hospitais públicos e clínicas particulares conveniadas em diferentes regiões do Estado, priorizando as cidades mais próximas de suas residências.

Em 31 de dezembro de 2015, a presidente afastada Dilma Rousseff sancionou a lei 13.239, que obriga a oferta de cirurgia plástica reparadora de sequelas de lesões causadas por atos de violência contra a mulher pelo Sistema Único de Saúde. Ao receberem mulheres violentadas, hospitais e centros de saúde pública devem informá-las acerca da possibilidade de acesso gratuito ao procedimento cirúrgico de reparação de lesões ou sequelas de agressão comprovadas.

Gabriele Duarte

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