Projeto vai coletar depoimentos de mulheres vítimas de assédio em SP (Catraca Livre – 26/02/2016)

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Uma van-estúdio visitará cinco locais da capital paulista para gravar depoimentos de mulheres sobre assédio sexual

Após campanhas feministas repercutirem pelas redes sociais, cada vez mais mulheres têm denunciado casos de abuso sexual dos quais foram vítimas. Para ampliar esse movimento, a produtora Mira Filmes lançou o projeto “Precisamos falar do assédio“, que pretende levar o tema para as diferentes regiões da cidade de São Paulo.

Na Semana da Mulher, de 7 a 11 de março, uma van-estúdio visitará cinco locais da capital paulista para colher depoimentos de mulheres que sofreram qualquer tipo de assédio.

Em entrevista ao Catraca Livre, a jornalista e documentarista Paula Sacchetta explica como surgiu a iniciativa. “Percebemos a necessidade de se falar mais sobre esses temas, de todo tipo de violência contra a mulher. Ficamos com vontade de fazer um projeto que tirasse isso das redes sociais e começasse a ocupar os espaços da cidade”, afirma.

O objetivo é levar o tema do assédio para diferentes regiões da cidade (Foto: Reprodução)

A ideia é deixar as participantes à vontade e sozinhas dentro do veículo no momento da gravação. Quem não quiser mostrar o rosto pode vestir uma das máscaras disponíveis, assim como usar um equipamento para distorcer a voz. Do lado de fora da van, uma representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres vai oferecer orientação e encaminhamento às interessadas.

Depois da gravação, os depoimentos serão editados em um vídeo com legendas, que será́ exibido em projeções simultâneas e ao ar livre em prédios e muros pela cidade. As falas individuais e o filme editado ficarão, depois, disponíveis neste site.

Os depoimentos serão transformados em um vídeo (Foto: Reprodução)

“O vídeo é importante por poder ser projetado e ocupar a cidade. Se você não quer ler um relato de assédio no Facebook, ele vai ser projetado em um prédio e você vai ter que, inevitavelmente, passar por ele, escutá-lo e quem sabe, começar a perceber que isso não pode ser normal, não pode ser aceitável e não pode fazer parte do dia-a-dia de nós mulheres”, ressalta Paula Sacchetta.

As histórias também serão divulgadas pelas redes sociais com a hashtag #precisamosfalardoassédio. Além disso, por meio do portal, instituições interessadas (CEUs, bibliotecas, cineclubes, centros culturais) poderão solicitar a exibição do vídeo.

Heloisa Aun

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