Projeto vai percorrer locais com grande concentração de homens para conscientizá-los sobre prevenção à violência doméstica (MPMT – 28/11/2016)

‘Homens que Agradam não Agridem’. É este o projeto que a partir de agora percorrerá locais de grande concentração do sexo masculino para conscientizar homens sobre a importância do respeito, carinho e cuidado com suas companheiras. A iniciativa partiu do Núcleo de Promotorias Especializadas no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá e contará com palestras orientativas que serão realizadas por promotoras que compõem o núcleo.

Durante o lançamento, foi firmado um convênio entre as instituições parceiras, são elas: Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Assembleia Legislativa, Sala da Mulher e Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social – SETAS.

Para o procurador Geral de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado, a participação da instituição em programas como estes demonstra o engajamento de seus membros nas causas sociais.

A promotora de Justiça e idealizadora da iniciativa, Lindinalva Rodrigues, fez um alerta ao publico presente. Destacou que, apesar de Cuiabá não ter registrado nenhum feminicídio neste ano de 2016, a situação do País é grave. Levantamentos estatísticos nacionais comprovam que a cada cinco minutos uma mulher é agredida no Brasil.

“Estamos entre os cinco países com maior índice de violência contra a mulher, um estudo detalhado sobre esse tipo de covardia denominado “mapa da violência” apontou que em 2016 em média 13 mulheres foram assassinadas por dia, uma a cada duas horas”, alertou a representante do Ministério Público.

O projeto de cidadania e educação tem como objetivo prestar aos homens de forma preventiva, educativa e reeducativa, informações, específicas sobre gênero, violência doméstica e Lei Maria da Penha. Durante dois anos a equipe do Ministério Público trabalhará com intuito de esclarecer, tirar dúvidas e discutir o tema.

“O Ministério Público irá até as escolas, universidades, órgãos públicos, hospitais, empresas, canteiros de obras, presídios, penitenciárias, praças, centros de reabilitação ou em qualquer outro ambiente em que estiverem presentes considerável número de homens, de todas as classes sociais. Nosso objetivo é prestar maior proteção para mulheres, por meio de ações preventivas e educativas, pois educar os homens é proteger as mulheres”, reforçou a promotora de Justiça.

“Buscamos com esse projeto obter resultados positivos com medidas preventivas, é necessário agir em defesa dos direitos humanos e também na construção de relações igualitárias e de respeito aos direitos das mulheres, por meio da valorização do papel de homens não agressivos na sociedade. Espera-se com isso contribuir para conscientização sobre a Lei Maria da Penha e os malefícios causados pelo machismo”, acrescentou a representante do MPE.

Por Cristina Gomes

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