Psicólogo explica como identificar e denunciar casos de abuso sexual (G1 Minas Gerais – 18/02/2014)

Um estudo feito em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que uma em cada 14 mulheres no mundo já foi vítima de abuso sexual. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, em 2012, foram registrados 7.592 casos contra crianças, sendo 27,5% entre meninos e 72,5% entre meninas. O psicólogo da Divisão de Proteção a Mulher, Idoso e Deficiente da Polícia Civil, Reinaldo Pereira, explica que a violência sexual consiste em todo uso do corpo feito sem consentimento. Mas, no caso de crianças menores de 14 anos, mesmo com permissão, o relacionamento é considerado crime.

“A violência contra a mulher é muito ampla”, afirma o psicólogo ao falar das formas possíveis de abuso. Ele pode ser psicológico, físico ou virtual. Ser ofendido por abusos em lugares públicos como metrô, ônibus e até boates pode ser considerado abuso sexual e deve ser denunciado. “Geralmente são homens que fazem isso”, diz Reinaldo, retratando o perfil dos agressores.

Muitas pessoas só percebem a violência na adolescência ou fase adulta. Conforme cita o especialista, geralmente o agressor envolve a criança de modo que ela não perceba o que está acontecendo. Pede para guardar segredo, diz que é uma brincadeira. Mas a polícia alerta que a denúncia pode ser feita em qualquer tempo.

Podem ser considerados como provas o testemunho da mulher e o histórico do suspeito. A punição será relativa à gravidade da situação, e do parentesco e da proximidade entre vítima e agressor. O especialista acredita que a melhor forma de prevenção para este tipo de crime seja a informação. “Quando a criança está bem informada, ela sabe onde terá apoio”, diz.

As denúncias podem ser feitas por meio de telefones ou locais especializados no atendimento a vítimas de abuso sexual:

– Disque 100: serviço nacional para denúncias de violência sexual;
– 197: disque denúncia da Polícia Civil em Minas Gerais;
– Divisão Especializada de Atendimento da Mulher em Belo Horizonte: 3291-3573 ;
– Conselho Tutelar da cidade ou da região;
– Hospitais (muitos fazem encaminhamento para psicólogos, alguns têm núcleos de atendimento psicológico);
– Delegacia da Criança e do Adolescente;
– Delegacia da Mulher;
– Delegacia do Idoso.

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