Quase 500 mulheres recorreram às medidas protetivas em 2013 (A Tribuna MT – 28/12/2013)

Mara Oliveira: “Tivemos vários avanços na entidade, mas lamentamos ainda termos mulheres que foram assassinadas em Rondonópolis pelos seus companheiros e muitas que ainda sofrem violência doméstica”

Mara Oliveira: “Tivemos vários avanços na entidade, mas lamentamos ainda termos mulheres que foram assassinadas em Rondonópolis pelos seus companheiros e muitas que ainda sofrem violência doméstica”

De acordo com a presidente da entidade, as medidas têm o objetivo de proteger a mulher em situação de violência doméstica, em caso de risco iminente à sua integridade psicológica ou física. “Uma das medidas, por exemplo, é a fixação de distância mínima do agressor em relação à vítima”, explica Mara Oliveira.

Segundo a Polícia Civil, a Delegacia da Mulher de Rondonópolis é a segunda com maior elaboração de medidas protetivas. Foram 465 medidas aplicadas para proteger mulheres vítimas de violência. A delegada Divina Aparecida Vieira Martins da Silva acredita que a procura está relacionada à confiança na Lei Maria da Penha, à atuação da Delegacia e do Poder Judiciário. “Há um grande número de prisões. As vítimas sabem que se há o descumprimento representamos pela preventiva”, disse a delegada.

Delegada Divina Aparecida Vieira: “As medidas e os inquéritos instaurados ajudam a inibir os casos. Os homens são ‘valentões’ com a mulher, mas quando são chamados aqui mudam o perfil”

Delegada Divina Aparecida Vieira: “As medidas e os inquéritos instaurados ajudam a inibir os casos. Os homens são ‘valentões’ com a mulher, mas quando são chamados aqui mudam o perfil”

Em Mato Grosso mais de 3 mil mulheres recorreram às Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, da Polícia Judiciária Civil, para fazer uso de medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha. Dados das cinco Delegacias da Mulher instaladas nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Garças, revelam que 3.281 vítimas de violência doméstica buscaram a proteção da lei, até a primeira quinzena de dezembro de 2013.Em Rondonópolis, os crimes de ameaças e lesão corporal são os mais registrados. “Graças a Deus temos poucos homicídios de violência doméstica. As medidas e os inquéritos instaurados ajudam a inibir os casos. Os homens são ‘valentões’ com a mulher, mas quando são chamados aqui mudam o perfil”, revelou a delegada Divina Aparecida.

Conselho da Mulher

A presidente do Conselho da Mulher, Mara Oliveira, avaliou como positiva para entidade neste ano de 2013 a conquista de seu espaço físico, localizado no centro da cidade, além disso, a disponibilidade de efetivo de duas pessoas para o atendimento geral na entidade. Ela também ressalta a conquista de um veiculo com motorista para o atendimento das mulheres vitimas de violência.

“Tivemos vários avanços na entidade, mas lamentamos que apesar de realizarmos várias palestras nas comunidades, eventos em praças públicas, caminhadas com material educativos, ainda temos mulheres que foram assassinadas em Rondonópolis pelos seus companheiros e muitas que ainda sofrem violência doméstica”, revelou Mara Oliveira.

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