Relatora dos direitos das mulheres na Comissão Interamericana de Direitos Humanos alerta para invisibilidade da violência institucional (Agência Patrícia Galvão – 25/05/2015)

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“Fico impressionada com a invisibilidade da violência institucional”, declarou a integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e relatora da OEA sobre os direitos das mulheres, Tracy Robinson, durante a palestra “Por uma Cultura de respeito aos direitos humanos das mulheres”, no 1º Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres, realizado nos dias 20 e 21 de maio, em São Paulo.

“Às vezes, nosso olhar se desvia das formas mais comuns de violência contra mulheres e meninas: quando elas entram num posto de saúde, quando estão grávidas, quando são insultadas por seus professores ou quando sofrem tortura sexual pelos agentes de segurança. Olhamos apenas a violência que não é perpetrada pelo Estado, mas por parceiros íntimos”, alertou.

Prevenção

A presidente do CIDH falou da necessidade do Estado criar ações de prevenção à violência que considerem as situações na qual vivem as mulheres, que podem estar mais vulneráveis, seja por situações econômicas, preconceitos raciais, homofobia, por serem imigrantes, refugiadas, deficientes, estarem grávidas, privadas de sua liberdade ou por serem ainda crianças. “Assim como a Convenção do Pará elenca, cada mulher tem direito a uma vida livre de violência nas esferas pública e privada”, ressalta.

Géssica Brandino

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