Relatório Lilás 2014 reúne dados sobre violência contra as mulheres no RS

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A cada 20 minutos, uma mulher sofre algum tipo de agressão física com lesão corporal no Rio Grande do Sul. O dado que evidencia a gravidade e a frequência com que ocorrem as agressões está no Relatório Lilás 2014. A edição foi lançada em 22 de maio pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e apresenta artigos com dados, estatísticas e opiniões a respeito da violência contra mulheres e meninas no Estado.

O Relatório Lilás é um documento permanente do Parlamento gaúcho. Foi organizado pela Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher e publicado pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. O livro tem 168 páginas e traz como tema principal a discussão sobre as políticas públicas de gênero nos últimos quatro anos no Rio Grande do Sul, seus avanços e desafios.

Nos últimos três anos, 6.585 mulheres em situação de violência doméstica e familiar foram atendidas pela Rede Lilás no RS. Com as políticas de Estado, atendimento às vítimas e campanhas, houve redução total de 25% nos crimes contra mulheres e meninas (de 101 em 2012 para 75 em 2014) e os estupros reduziram-se a quase 19% (1.374 em 2012 para 1.051 em 2014).

Em 2014, o Observatório de Violência contra as Mulheres da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul registrou 25.298 casos de mulheres que sofreram agressão com lesão corporal, em ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha. Em relação ao ano anterior, observou-se redução de 868 casos no período de 2014 (de 26.166 para 25.298), o que representa uma diminuição de 3,3%.

O Relatório revela ainda que quase 70% dos assassinatos de mulheres no Estado foram praticados por homens com relação de proximidade com a vítima, normalmente maridos, companheiros, namorados ou ex. As estatísticas revelam que o ciclo da relação é rompido pela mulher após anos de sofrimento. Os dados também mostram que metade das mulheres mortas tinha filhos com os autores dos crimes, que muitas vezes são praticados de forma cruel na frente das crianças.

Informações da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul

Clique aqui para fazer download do Relatório Lilás 2014