RJ lança programa de patrulhamento Maria da Penha

Ação é adotada para prevenir casos de violência doméstica em todo o território estadual. No 1° semestre, 14 delegacias especializadas do RJ fizeram 374 prisões.

A Polícia Militar do Rio lançou, nesta segunda-feira (5), o programa de patrulhamento Maria da Penha – Guardiões da Vida”, que vai atuar em medidas protetivas, acompanhando a mulher e/ou familiares que sofreram ameaça. A ação será realizada em parceria com a Tribunal de Justiça do Rio.

De acordo com a major Claudia Moraes, subchefe do Escritório de Programas de Prevenção da PM, o TJ vai encaminhar as medidas deferidas aos batalhões.

E as patrulhas ficarão encarregadas de visitar, orientar e acompanhar as vítimas, inclusive para registrar queixas.

“Vamos atuar na prevenção cima proteção a casos ainda não notificados com duplas de policiais treinados para dar esse atendimento. Ainda existe muita desinformação no que se refere a casos de violência contra a mulher”, disse a major.

Inspirado na experiência bem-sucedida de projetos desenvolvidos em algumas áreas do estado, o programa foi criado para prevenir casos de violência doméstica em todo o território estadual.

Na manhã desta segunda, na primeira etapa do evento, os policiais capacitados para atuar no programa receberão as novas viaturas caracterizadas com a logomarca da patrulha e sairão para cumprir um roteiro de patrulhamento simbólico.

Durante a assinatura do convênio entre a PM e o Tribunal de Justiça, o governador recebeu o pedido da desembargadora Sueli Magalhães para que se criasse no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e no Pronto Socorro de São Gonçalo, na Região Metropolitana, a Sala Lilás.

Trata-se de uma sala destinada exclusivamente ao caso de violências contra a mulher, onde além do tratamento médico e psicológico, a vítima conta também com um agente da Delegacia Especal de Atentdimento à Mulher (DEAM) e peritos do IML para a realização de exames de corpo de delito. O governador “deferiu” o pedido e disse que a sala será providenciada para breve.

Mais patrulha

A Patrulha Maria da Penha será formada por 107 duplas de policiais, com 43 carros, instaladas em todos os batalhões do estado e em três UPPs: Rocinha, Andaraí e Barreira do Vasco.

Segundo a major Claudia, os casos de violência doméstica contra a mulher têm maior número de registro na Baixada Fluminense. O comandante da PM general Rogério Lacerda destacou que a violência doméstica é o que resulta em mais chamados para a rádio patrulha.

“São 170 ligações diárias para o 190. Só no primeiro semestre foram 30 mil chamados. Mas em 80% dos casos o solicitante desiste da ocorrência por medo, por falta de proteção e por desinformação”, disse o general.

Em 6 meses, 374 prisões

Só no primeiro semestre deste ano, as 14 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) do estado fizeram 374 prisões. O número é maior do que o registrado no ano passado inteiro.

Além disso, a Polícia Civil realizou, aproximadamente, 1.300 indiciamentos por mês e 23.380 medidas protetivas em favor de vítimas de violência doméstica.

Ainda de acordo com a delegada, mais de 70% das mulheres que procuram atendimento saem da delegacia e vão procurar ajuda.

Depois de feita a denúncia, a Prefeitura tem uma estrutura de atendimento à mulher que sofreu a violência.

O Centro de Atendimento à Mulher (Ceam) Chiquinha Gonzaga realiza atendimento e acompanhamento psicológico, social e orientação jurídica à mulher em situação de violência doméstica e familiar.

Ligação gratuita: disque 180

A casa Viva Mulher Cora Coralina também é um dos abrigos para mulheres e seus filhos em situação de violência doméstica com risco de morte.

Quem precisar de ajuda, pode dois números para informações: o 180 (ligação gratuita) e o disque mulher 2620-6638/2620-1993/2719-3047.

A Patrulha Maria da Penha vai trabalhar principalmente verificando o cumprindo de medidas protetivas de casos de violência contra a mulher.