SC estuda implantar rede de atenção a vítima de estupro em 16 regiões (G1/Santa Catarina – 23/08/2016)

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Proposta deve seguir estratégia de saúde de Chapecó, no Oeste. Ideia é que polícia e IML venham até paciente em hospitais de referência

A estratégia em saúde de Chapecó, no Oeste catarinense, deverá ser referência para a criação de uma rede de atenção à vítima de violência sexual em 16 regiões de Santa Catarina. A proposta é do Comitê Estadual de Atenção às Pessoas em Situação de Violência Doméstica e Sexual.

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A ideia é agilizar o atendimento às vítimas e amenizar traumas. “Queremos centralizar o atendimento em um hospital de referência, para que os serviços venham ao paciente. Isso para que a mulher que é violentada ou a criança sejam atendidos no hospital pela delegacia, IML”, disse Carmem Delziovo, coordenadora de Áreas Programáticas da Gerência de Atenção Básica da Secretaria de Estado da Saúde.

A proposta surgiu durante uma oficina de capacitação para profissionais. A meta agora é organizar o cronograma de implantação da rede com as secretarias de Saúde, Segurança Pública, Assistência Social e Educação.

“As 16 regiões são da divisão da secretaria de saúde do estado. Com a realização de um diagnóstico por território, vai ocorrer a chamada para os serviços, onde vão ser discutidos protocolos para instituir o fluxo dos dados hospitalares ou de outras entradas, como delegacia. Nossa prioridade é fazer a vítima procurar ajuda em até 72 horas, e encontrar atendimento intersetorial”, explicou Carmem.

Os profissionais da saúde do estado fazem o diagnóstico sobre a situação da violência sexual em Santa Catarina para implantação da rede de atendimento. Segundo Carmem Delziovo, os servidores estão levantando os serviços já existentes.

Acelerar atendimento

“Ao buscar atendimento médico, a vítima terá assistência para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, além de encaminhamento para a Delegacia de Polícia e Instituto Médico Legal, para que se possa identificar e responsabilizar os agressores”, complementou.

Modelo de Chapecó

Segundo Paula Senna da Silva, coordenadora de vigilância epidemiológica de Chapecó, na região Oeste, o trabalho em rede serve há 9 anos para guiar os profissionais que trazem a vítima ao atendimento especializado.

“No local, é feita toda testagem, a medicação que precisa ser usada em vítimas de violência sexual e depois o encaminhamento para os serviços de apoio psicológico, médico e de enfermagem”, explicou.

De acordo com o protocolo, o atendimento no caso de violência sexual é feito nos hospitais da rede. Até 13 anos de idade, a vítima é encaminhada ao Hospital da Criança e os adultos ou adolescentes são atendidos no Hospital Regional do Oeste.

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