SC terá “dia” dos homens pelo fim da violência contra mulher (ALSC – 19/02/2014)

Parlamentar propõe mobilização pelo fim da violência contra as mulheres no estado (Foto: ALSC)

Parlamentar propõe mobilização pelo fim da violência contra as mulheres no estado (Foto: ALSC)

A tentativa de trazer os homens para o debate sobre o fim da violência contra a mulher tem nova medida, apresentada no projeto de lei 19/2014, protocolado nesta terça-feira (19), na Assembleia Legislativa. A proposta é do deputado Padre Pedro Baldissera (PT), que coordena a Frente Parlamentar dos Homens pelo fim da violência contra a mulher em Santa Catarina. A ideia é criar o “Dia de Mobilização dos Homens pelo Fim da violência contra a mulher”.

O parlamentar argumenta que, apesar de avanços legais e em algumas ações objetivas dirigidas ao apoio à mulher vítima de violência, a questão ainda carece do envolvimento dos homens. “Não há como negar que existe uma cultura do machismo, e esta cultura é que precisa ser combatida a partir dos próprios homens”, afirma Padre Pedro.

A criação do Dia de Mobilização em todos Estados é uma das definições da audiência que aconteceu no dia 13 de fevereiro, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado. A atividade reuniu as frentes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as primeiras do País e marcou a criação do Movimento Nacional de Homens Parlamentares pelo fim da violência contra as mulheres.

“Criamos a frente dos homens pelo fim da violência em SC motivados pelos bons resultados no Rio Grande do Sul. O objetivo é auxiliar nos debates e ações de enfrentamento à violência doméstica e a articulação das redes de atendimento às vítimas, além de atuar de forma dirigida aos homens, combatendo a cultura machista que está no cerne da violência”, explica Padre Pedro. Agora o grupo mobiliza as Câmaras de Vereadores, pela criação de frentes municipais, multiplicando as ações no interior do Estado.

A data escolhida para a mobilização anual é 6 de dezembro, que marca um massacre ocorrido em 1989 no Canadá, quando Marc Lepine, contrariado com o fato de mulheres estudarem engenharia, abriu fogo somente contra as alunas da universidade onde estudava. O pai de Lepine era declaradamente machista. “Precisamos fazer com que os próprios homens, em suas famílias, com seus filhos, reproduzam a ideia da igualdade e, acima de tudo, do respeito às diferenças. A Frente seguirá o trabalho nesta direção”, complementa o deputado.
O projeto segue para análise nas comissões permanentes do legislativo.

Cássio Turra
Assessoria de Imprensa

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