SE registra cerca de 3 mil ações de violência doméstica (Infonet – 06/12/2013)

Sergipe já registra este ano cerca de três mil ações de violência doméstica no Tribunal de Justiça de Sergipe, segundo informou a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB/SE, Adélia Pessoa.

Adélia Pessoa engajada na causa (Fotos: Portal Infonet)

Adélia Pessoa engajada na causa (Fotos: Portal Infonet)

Para comemorar o fim da violência contra a mulher, acontece nesta sexta-feira, 6, no Fórum Gumercindo Bessa e na Vara de Execução de Medidas e Penas Alternativas, no Fórum Olímpio Mendonça, a “Campanha Brasileira do Laço Branco” pelo Dia Nacional de Mobilização dos Homens pela não Violência contra a mulher. Na oportunidade foi entregue laços branco como uma forma de conscientização dos homens.

De acordo com a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB/SE, Adelia Pessoa, já houve um aumento de ações penais para garantir o direito das mulheres. “No momento não tenho dados estatísticos de quantas ações foram julgadas. O que posso dizer é que de 2006 quando entrou em vigor a lei Maria da Penha até hoje, houve um aumento excepcional de ações penais. Antes tínhamos BO, mas o que não se transformava muitas vezes em ações penais porque a mulher voltava atrás”, informa.

No entendimento de Adélia Pessoa, a violência contra mulher é contra toda a sociedade. “Há ainda uma dificuldade muito da mulher sair desse ciclo de violência. Ela é agredida, há uma explosão de dor, mas depois o parceiro se arrepende, perde perdão e começa um ciclo, onde a mulher acredita que mudou o parceiro, o que as vezes não é verdade. Mas estou feliz esse ano quando vejo que todos os poderes estão se organizando para lutar pelo fim da violência contra a mulher.

Para Adélia Pessoa, atualmente a mulher está mais protegida contra a violência doméstica. “Hoje a lesão corporal independe da vontade da vítima em processa-lo ou não, não há desistência, o que a ente chamava antes de sala da desistência. A mulher ia a delegacia no momento de dor, mas quando chegava na justiça era esquecida aquela dor e ela voltava atrás, era desencorajada pelas circunstância da família. Hoje a ação é pública e incondicionada, ou seja, independe da vontade da vítima seguir ou não com a ação”, informa.

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