Secretaria de Saúde registrou o atendimento de 10,5 mil casos de violência de 2010 a 2014 (Jornal de Brasília – 29/05/2015)

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Em um recorte dos números divulgados pela pasta nesta sexta (29), as principais vítimas são mulheres. Maiores percentuais foram observados em Ceilândia, Gama e Samambaia

As unidades de saúde pública do Distrito Federal atenderam 10.534 casos de violência no período de 2010 a 2014. Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da Secretaria de Saúde, que registra as ocorrências, os maiores percentuais de acordo com o local de residência da vítima foram observados em Ceilândia, com 1250 casos (11,9%); Gama, com 894 (8,5%) notificações; e Samambaia, com 826 (7,8%). Os dados foram divulgados nesta sexta (29) pelo Núcleo de Estudos e Programas na Atenção e Vigilância em Violência (Nepav) da pasta.

Em um recorte etário dos dados, as principais vítimas são mulheres. Segundo o balanço, o maior número de casos de violência são contra pessoas que possuem de 10 a 19 e de 20 a 39 anos de idade. Já em relação ao local em que aconteceu o ato, 49,6% ocorreram na própria residência das vítimas.

“Os dados são analisados e enviados para cada regional de saúde, onde a partir do perfil dos casos são adotadas medidas protetivas e de enfrentamento às situações de violência da região”, informou a chefe do Nepav, Lucy Mary Cavalcanti Stroher. Segundo ela, as vítimas, além de passar por avaliação médica, recebem apoio das equipes do Núcleo para acionar medidas protetivas e acompanhamento psicossocial, conforme especificações de cada caso.

Casos

Em 2014, as agressões física, sexual e psicológica/moral foram registradas com mais frequência. Na fase adulta, a maior incidência é de violência física. Já entre crianças, a predominância é da violência sexual. Nas pessoas com 60 anos e mais, os tipos que predominaram foram a negligência, abandono e violência física.

Programa

O Nepav, que compõe a Gerência de Doenças e Agravos não Transmissíveis (Gdant) da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), atua na organização, consolidação, análise e divulgação dos dados referentes à morbidade e mortalidade por violência no Distrito Federal; subsidia ações de promoção a saúde, prevenção e atendimento à população em situação de violência; coordena, supervisiona e apóia os PAVs das Coordenações Gerais de Saúde da SES-DF.

As notificações são registradas pelos profissionais dos Programas de Pesquisa, Assistência e Vigilância em Violência (PAV) ou dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica e Imunização (Nuvei). As estruturas funcionam nas Coordenações Gerais de Saúde.

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