Secretária e cônsul uruguaia trocam informações sobre combate à violência contra a mulher na fronteira (SMP/RS – 14/04/2014)

"Temos interesse em saber o que há de novo para enfrentar os crimes que acontecem nas fronteiras", disse a cônsul Ruth Aramburu (Foto: Luana Mesa)

“Temos interesse em saber o que há de novo para enfrentar os crimes que acontecem nas fronteiras”, disse a cônsul Ruth Aramburu (Foto: Luana Mesa)

Conhecer a realidade das políticas públicas para as mulheres nas regiões de fronteira com o Uruguai. Foi este o objetivo da reunião entre a secretária de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul, Ariane Leitão, e a cônsul do Uruguai, Ruth Aramburu, na manhã desta segunda-feira (14), em Porto Alegre.

A instalação da Casa de Mulher Brasileira, em Porto Alegre, e a criação dos Centros de Atendimento às Mulheres em Região de Fronteira Seca, nas cidades de Jaguarão e Santana do Livramento, todas em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, foram destacados pela secretária Ariane Leitão como importantes mecanismos de atendimento e acolhimento às mulheres.

“Mantemos um diálogo constante com as coordenadorias de mulheres nos municípios fronteiriços. Isso nos permite traçar não apenas um panorama referente à violência contra a mulher, mas também relacionado a áreas como saúde, mundo do trabalho e enfrentamento ao tráfico e exploração sexual de mulheres e meninas”, afirmou.

Para a cônsul, é necessário compreender a situação das mulheres em todos os temas que envolvem ações na fronteira. “De forma direta ou não, todas as formas de violência, de crimes que acontecem nessas regiões, atingem as mulheres, independentemente dos papéis sociais que assumem, seja como mães, como esposas, como trabalhadoras ou turistas. Por isso temos interesse em saber o que há de novo para enfrentar os crimes que acontecem nas fronteiras”, disse.

A próxima reunião entre a secretária e a cônsul deve acontecer em maio, durante o Encontro Regional Sul que acontecerá em Porto Alegre entre os dias 19 e 21. Na oportunidade, tanto a SPM quanto o consulado apresentarão diagnósticos das regiões de fronteira apontando como está articulada a rede de atendimento às mulheres e a situação das uruguaias no Estado.

Experiência uruguaia

Durante a reunião, a cônsul uruguaia falou sobre a experiência uruguaia na utilização de tornozeleiras eletrônicas no monitoramento de pessoas agressoras. “Implantamos o sistema há um ano no país e já temos resultados positivos, principalmente pela celeridade na colocação da tornozeleira e no monitoramento constante de quem as usa”, contou Ruth Aramburu, ao saber que no Rio Grande do Sul o governo sancionou a lei para uso do equipamento em agressores de mulheres.

Texto: Luana Mesa

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