Secretaria reúne instituições de atendimento à mulher (Bem Paraná – 08/12/2015)

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Representantes da Rede de Atenção à Mulher em Situação de Violência (Rede Mulher), da Patrulha Maria da Penha e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher estiveram reunidos nesta terça-feira (8) na Secretaria Municipal da Mulher para fazer um balanço das atividades de 2015.

Assim que foi criada a Secretaria da Mulher, em 2013, uma das primeiras medidas foi reunir integrantes da Rede Mulher, que passou a ser de responsabilidade da secretaria. A pauta das políticas públicas para as mulheres, não somente nacionalmente como no âmbito municipal, foi tomada pelo tema da violência contra a mulher. No ano seguinte, foi criada a Patrulha Maria da Penha, que atende mulheres que possuem medidas protetivas de afastamento do agressor e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher passou por uma reestruturação, agora com maior participação da sociedade civil por meio dos movimentos sociais e de mulheres.

“Reunimos essas três instituições para, além de promover uma interação e confraternização, fazermos um balanço dos trabalhos realizados ao longo de 2015 e para traçar novas metas para as políticas públicas para as mulheres”, explica a secretária da Mulher e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Roseli Isidoro.

A Rede Mulher conta com mais de 60 participantes que representam a Comissão da Saúde da Mulher, o Conselho Municipal da Saúde, o Centro de Referência e Atendimento à Mulher, Secretaria Municipal da Educação, Fundação da Ação Social, Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Secretaria de Segurança Pública do Paraná, Delegacia da Mulher, Tribunal de Justiça, Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, conselhos tutelares, Instituto Médico Legal, hospitais de referência, entre outros.

Maria Irene Schemes, assistente social, que trabalha no Centro de Referência da Mulher, afirma que a partir do momento em que o centro passou a integrar a Rede Mulher, os atendimentos ganharam mais agilidade. “Além do atendimento psicossocial e jurídico, encaminhamos a mulher para outros serviços oferecidos pela Rede Mulher. Através da rede podemos acompanhar a mulher por todos os serviços pelos quais ela passa, sem perde-la de vista, porque temos o retorno de todos os profissionais que a integram”.

Na Maternidade Mater Dei, integrante da Rede Mulher, o atendimento às pacientes gestantes e parturientes também tornou-se mais completo. “Com a integração dos profissionais da Rede, quando detectamos uma paciente que sofreu ou sofre violência já fazemos, lá mesmo, a notificação do caso e dependendo da situação, encaminhamos à Delegacia da Mulher para que ela possa fazer o Boletim de Ocorrência. A partir disso, ela já está integrada a outros serviços da Rede, como assistência jurídica e judiciária, e também o Conselho Tutelar, quando há risco para a criança”, comenta Alessandra Beatriz Rossini, coordenadora de enfermagem da maternidade que atende Curitiba e região metropolitana. Por mês, nascem na maternidade, 400 bebês e são atendidas em torno de 1,2 mil gestantes.

“Depois de reestruturado, o conselho, que agora está composto de forma mais democrática, se reuniu em torno da realização das conferências regionais e municipal dos direitos da mulher, nas quais elaboramos diversas propostas de empoderamento da mulher, quer seja na participação política nas esferas municipal, estadual e nacional, quer seja na busca de maior autonomia econômica. Não menos importante, mas infelizmente, o tema da violência também entrou na pauta”, afirma a vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Elza Maria Campos.

Patrulha Maria da Penha

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, inspetora Cleusa Pereira, avalia que o ano de 2015 foi positivo, sobretudo porque a reincidência da violência sobre as mulheres monitoradas pelo serviço caiu a zero.

Desde a implantação da patrulha, em março de 2014, cerca de 3,1 mil mulheres em situação de violência vem sendo monitoradas. Foram 6.032 atendimentos, dos quais 68 flagrantes de agressores encaminhados para a Delegacia da Mulher. Para definir o trabalho da Patrulha, Cleusa Pereira destaca a frase da Juíza Márcia Margarete do Rocio Borges, do Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher quando ela disse que os agentes da Patrulha são os olhos do Judiciário. “E é bem assim que nos sentimos. É nossa missão preservar a vida dessas mulheres e quando nos deparamos com o índice zero de reincidência da violência contra elas, temos a certeza de que estamos no caminho certo”, afirma a inspetora.

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