Sem dinheiro, Secretaria da Mulher de Campo Grande recorre a parcerias para manter projetos (A Crítica – 17/08/2015)

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A informação foi passada pela titular da pasta, Liz Derzi de Matos, durante oitiva da CPI das Contas Públicas

Atingida pela crise e praticamente sem orçamento, a Semmu (Secretária Municipal de Políticas para as Mulheres) tem recorrido a parcerias com a iniciativa privada para conseguir tocar seus projetos. A informação foi passada pela titular da pasta, Liz Derzi de Matos, durante oitiva da CPI das Contas Públicas, realizada na sexta-feira (14), na Câmara Municipal.

“Desde que assumi, nesse momento, já fui avisada da crise. Em fevereiro, tivemos uma reunião com os secretários, e fomos avisados que deveríamos fazer cortes. Demitimos oito funcionários, teve corte nos salários de todos da Secretaria. Estamos cientes dessa crise.”, garantiu Liz. “Nossas ações são muito com parcerias com a iniciativa privada. Se não for assim, se ficássemos esperando, não teríamos realizado nem 10% do que realizamos até hoje”, lamentou.

Durante pouco mais de uma hora de depoimento, a secretária, que assumiu a Semmju no final de junho, enumerou as diversas atividades desenvolvidas pela pasta e pela Casa da Mulher Brasileira, inaugurada em fevereiro deste ano e gerida pela Secretaria. Segundo ela, de fevereiro a agosto deste ano, foram quase 4 mil atendimentos à mulheres vítimas de violência em Campo Grande.

Além de apelar às empresas para garantir a execução de projetos importantes, a Secretaria da Mulher precisa de parcerias com as demais pastas, que cedem equipamentos e funcionários. “Por isso necessitamos de parcerias com as demais secretarias”, afirmou Derzi. Alguns funcionários, inclusive, utilizam computadores pessoais no trabalho, já que os equipamentos da Semmju são deficitários.

CPI – A CPI foi criada no dia 5 de maio, com 10 assinaturas: Paulo Pedra, Thais Helena, Cazuza, Luiza Ribeiro, Chiquinho Telles, Alex do PT, José Chadid, Ayrton Araújo do PT, Eduardo Romero e Chocolate.

A Comissão tem como objetivo investigar se o aumento de 40,34% na folha de pessoal da Prefeitura ocorreu por aumentos salariais praticados pelas gestões anteriores ou devido à nomeação de comissionados por parte do atual prefeito Gilmar Olarte.

Além disso, vai investigar quanto da receita de folha de pessoal é destinada aos comissionados nomeados durante a gestão do prefeito, bem como se estão efetivamente trabalhando e se os recursos destinados ao pagamento destes estão atingindo sua finalidade.

Por fim, saber se houve realmente redução na arrecadação do município, principalmente com relação ao ICMS, IPTU, ISS.

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