Seminário apresenta quadro sobre a violência doméstica contra a mulher (UFMT – 22/03/2016)

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O “Seminário Combate a Violência Doméstica contra a Mulher” foi realizado ontem (21), no período noturno, no auditório Faculdade de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) . O evento foi organizado por acadêmicos do segundo semestre do curso de Administração da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) com a finalidade de esclarecer e conscientizar sobre as ocorrências de crimes de violência contra a mulher, o feminicídio, novo termo legal que qualifica o homicídio contra pessoas do sexo feminino como forma de discriminação de gênero (Lei 13.104/15).

A solenidade foi aberta pela professora Joelma Jacob, coordenadora do curso de Administração e teve a participação do pastor Everaldo Oliveira, integrante do “Projeto Rompendo o Silêncio”, criado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, com ações no Brasil e no exterior. Ele Everaldo apontou o percentual alarmante de mulheres vítimas de abuso atendidas pelo projeto, com aumento expressivo em 2015, normalmente causado por pessoas com as quais a vítima mantém relação afetiva: namorado, marido ou companheiro.

O quadro atual da discriminação de gênero foi também o tema apresentado pela promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues, atuante há dez anos na Vara Criminal de Violência Doméstica de Cuiabá, que confirmou as evidências trazidas pelo Pastor Oliveira. As ocorrências são na casa da vítima, tornando os episódios complexos e delicados, pois o crime é praticado por um pai de família, trabalhador, sem antecedentes criminais, porém movido pelo ciúme ou outro sentimento humano negativo. Ela acrescentou que o autor do feminicídio, em geral, age sem efeito de drogas.

Para a professora Cecília Arlene Moraes, responsável pela disciplina Gestão da Diversidade nas Organizações, o futuro administrador deverá construir comportamento equilibrado para resolver conflitos, apresentar estratégias para o trabalho harmônico nas organizações, mediante respeito à diversidade de gênero, etnia, religião, deficiência física, condição sexual, origem social. “O capital emocional deve ser constantemente trabalhado com a consciência de si mesmo, em respeito ao outro e a natureza”, conclui.

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