Seminário discute ações de enfrentamento à violência contra a mulher (Gov do Paraná – 18/09/2013)

Com o lema “Para elas. Por elas, por eles… por nós”, acontece nesta semana (de 17 a 18), em Curitiba, seminário que discute medidas para fortalecer as políticas públicas de proteção à mulher. O evento reúne representantes de Estados e municípios da Região Sul do país e oferece oficinas sobre prevenção e assistência às mulheres vítimas da violência.

A intenção é capacitar os profissionais de saúde para auxiliar a organização de uma rede de proteção à mulher. Esta é a quarta edição do seminário, que também já passou pelas macrorregiões Norte, Nordeste e Sudeste neste ano.

Segundo a superintendente de Atenção à Saúde do Paraná, Márcia Huçulak, a troca de experiências que o evento proporciona é essencial para o avanço da área no país. “O enfrentamento da violência envolve questões sociais, de saúde e de justiça, por isso temos que conhecer o que está sendo feito em outros Estados. Hoje, toda mulher está sujeita a situações de violência, independente da região em que vive, faixa etária, cor ou classe social”, alerta a superintendente.

Atualmente, a maioria dos casos de violência está ligada ao uso de álcool e drogas, seja do marido, companheiro, filhos ou até mesmo da própria mulher. Isso mostra que as ações de promoção da cultura da paz devem estar focadas em toda a população.

SEMINÁRIO – Um dos objetivos do seminário é propor medidas que tornem o atendimento às vítimas de violência cada vez mais humanizado. “É preciso que os serviços de saúde saibam como acolher esta paciente, lembrando sempre que além da agressão física também houve uma agressão psicológica”, explica Márcia.

Segundo a superintendente, as mulheres vítimas de violência precisam ainda de acompanhamento constante dos profissionais da atenção básica. Além disso, a equipe de saúde deve estar preparada para dar toda a orientação necessária para aquelas mulheres que desejam denunciar seus agressores.

No Paraná, o Governo do Estado mantém desde 2011 um Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência, que presta assistência psicossocial e jurídica à mulher. O serviço fica em Curitiba, na Rua do Rosário, número 144, 8º andar.

SITUAÇÃO – Somente no primeiro semestre de 2013, a unidade já realizou cerca de 200 atendimentos. Do total de ocorrências, o companheiro foi o principal responsável pelas agressões, com 85 denúncias; seguido do ex-companheiro (45) e do marido (42).

Outro dado importante é do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os números mostram que a maioria das paranaenses vítimas de violência são jovens, na faixa etária de 10 a 29 anos.

Apesar desses levantamentos, há uma grande dificuldade para se ter dados fidedignos sobre o número real de casos de violência. Muitos deles não são notificados, ou porque a mulher não procurou atendimento médico ou porque o profissional de saúde não pôde identificar se a agressão estava relacionada à violência.

A consultora técnica do Ministério da Saúde, Fabiana Gadelha, explica que esse problema de subnotificação é comum em todo país. “Já estamos encaminhando uma solução para isso, criando uma ficha de notificação intersetorial que possibilitará que todos os órgãos públicos notifiquem casos de violência”.

O novo instrumento está previsto para ser implantado até o final do ano. Isso permitirá que os gestores tenham um panorama real da situação da violência em seus estados e municípios, subsidiando também ações de prevenção.

MOBILIZAÇÃO – Desde a primeira edição do seminário, uma colcha de retalhos está sendo costurada com os crachás de pano dos participantes. A colcha representa o comprometimento e união dos profissionais de saúde em torno da organização da rede de proteção à mulher.

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