Seminário discute educação do homem autor de violência contra a mulher (TJMG – 27/11/2015)

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) realizou nesta sexta-feira, 27 de novembro, em parceria com o Instituto Albam, o seminário “Masculinidades e Violência: 10 anos de intervenções com homens”. O evento teve como objetivo debater questões relativas à interface entre masculinidade, violência e as possibilidades de intervenção.

Na abertura do seminário, a superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), desembargadora Evangelina Castilho Duarte, falou sobre a importância dos grupos reflexivos, ação realizada pelo Instituto Albam, para que os homens mudem a perspectiva de tratamento em relação às mulheres. A superintendente adjunta da Comsiv, desembargadora Karin Emmerich, também participou do seminário e parabenizou o Instituto Albam pelo trabalho desenvolvido com homens que praticaram violência contra a mulher.

Na conferência inicial, o professor do departamento de psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Adriano Beiras, falou sobre o contexto dos trabalhos realizados com homens autores de violência no Brasil. Ele destacou o trabalho realizado pelo Instituto Albam, que é referência para a abertura de novos campos de discussão.

Para discutir as intervenções com homens autores de violência, trazendo uma análise dos modelos teórico-metodológicos das experiências em Minas, o seminário contou com a participação da sócia-fundadora do Instituto Albam, Cláudia Natividade, e com o integrante do Instituto Albam e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), João Paulo Bernardes.

Durante a tarde, o seminário continuou com as palestras da consultora em alternativas penais do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Fabiana Leite; do coordenador metodológico do Instituto Albam, Felippe Lattanzio; da professora aposentada da UFMG, Sandra Azeredo; do membro da Dirección de Violencia Familiar de Córdoba – Argentina, Emma Garcia e do membro da instituição Hombres por La equidad, localizada no México, Roberto Garda, além da palestra da desembargadora Evangelina Castilho Duarte.

Em sua palestra, a desembargadora Evangelina falou sobre o papel do Judiciário nas intervenções com homens autores de violência contra a mulher. Segundo ela, o Brasil, assim como Portugal, Chile, Argentina e Angola, são países que há menos de 10 anos têm legislação específica para determinar a criação de centros de educação e de reabilitação para os agressores.

Ela ressaltou que o trabalho com os agressores é fundamental para diminuir a violência e também comemorou o fato de as ações desenvolvidas pelo Instituto Albam estarem apresentando resultados. Segundo ela, o índice de reincidência dos homens atendidos pelos institutos é de apenas 1%.

Instituto Albam

O Instituto Albam é uma organização não governamental, fundada em 1998, que trabalha em parceria com o Poder Judiciário e com a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais (Seds). A instituição trabalha, desde 2005, com grupos reflexivos com homens autores de violência contra a mulher. Nesse período, a prática alcançou projeção nacional e internacional, sendo contemplada pelo projeto “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU)”.

Assessoria de Comunicação Institucional – Ascom

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