Seminário qualifica profissionais que atendem vítimas de violência sexual (Gov/MG – 02/10/2015)

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Em busca de capacitar os profissionais que atuam no atendimento a mulheres, crianças, adolescentes e todos os demais cidadãos vitimados pela violência sexual, delegados, investigadores, peritos criminais, médicos legistas, promotores e outros profissionais afins participaram, nesta sexta-feira (2 de outubro), do seminário Capacitação no Protocolo de Humanização no Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, promovido pela Polícia Civil de Minas Gerais e pelo Governo do Estado.

A concretização desse protocolo vem sendo perseguida há 12 anos, apontou a promotora de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude, Maria de Lourdes Santa Gema. “Minhas grandes preocupações são a responsabilização do agressor e como tratar a vítima sem que ela seja vista apenas como um corpo de prova”, ponderou a promotora.

Maria de Lourdes Santa Gema defendeu ainda a padronização do atendimento nos hospitais considerados referência para o atenção a vítimas desse tipo de crime – como Odilon Behrens e Hospital das Clínicas -, de maneira que, no momento do exame clínico no paciente, os profissionais de saúde dessas instituições estejam aptos a fazer também um laudo que possa contribuir na elucidação desses delitos.

PROTEÇÃO ESPECIAL

Integrante da mesa de abertura do seminário, por sua trajetória de engajamento na assistência a cidadãos em situação de risco, o secretário de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, André Quintão, ponderou que é importante que o protocolo permita que as vítimas da violência sexual sejam vistas de forma mais humana. “A Sedese já acolhe vítimas desse tipo de crime, no serviço de Proteção Social Especial. Temos aqui técnicos da secretaria que vão se integrar ao esforço de criação desse protocolo, para uniformizar o recebimento dessas pessoas”, afirmou o secretário.

Para o delegado-geral Antônio Geraldo de Alvarenga Freitas, a adoção desse protocolo representa o protagonismo da Polícia Civil, não só em trabalhar pela proteção dessas vítimas, mas em investir para a coleta de provas que comprovem os crimes de forma inequívoca.

Ao abordar o tema “Violência sexual de gênero”, que está muito ligada à violência do homem contra a mulher, o superintendente da Polícia Técnico-Científica, André Luiz Barbosa Roquette, observou que “a mulher ainda tem uma força desproporcional à do homem e que as perspectivas futuras para essa “relação” estão atreladas às possibilidades de a sociedade enxergar a mulher de forma diferente, com o respeito que cabe a ela.

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