Semulher oferece curso para agentes da GM sobre violência contra mulher e visita ala do IML exclusiva para casos de violência (Pref. Maringá – 03/02/2016)

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A Secretaria da Mulher (SeMulher) ministrou nesta terça-feira (02) o curso de capacitação para agentes da Guarda Municipal, com objetivo conhecerem melhor o funcionamento da rede de atendimento à mulher no município, além de aprimorarem a abordagem às mulheres vítimas de violência.

O curso contou com a presença da secretária da mulher, Anália Nasser, com a gerente do Centro de Referência e Atendimento à Mulher Maria Mariá (CRAMMM), Clélia Cordeiro, psicóloga do CRAMMM, Mariane Ferreira, o gerente da segurança pública, Renato Raia, e mais de 15 agentes da guarda. A reunião aconteceu na sede da Secretaria de Trânsito e Segurança (Setrans).

Segundo Anália Nasser, “nosso papel é ver as dificuldades que a equipe está enfrentando e melhorar. Devido a isso, esse curso é oferecido aos agentes, para orientá-los ao local onde direcionar a mulher violentada”.

A psicóloga confirma a devida importância da reunião. “As dúvidas que os agentes possuem podem ajudar e evitar vários casos de violência contra a mulher”, diz Mariane.

Para Renato, o curso de capacitação ajuda os agentes a direcionar a mulher ao CRAMMM. “Em caso de violência, o agente deve ir até o local do crime, verificar a situação e encaminhar a mulher à Casa Abrigo. Esse será o procedimento dos agentes perante o caso. Assim, a Guarda Municipal dará apoio para o CRAMMM”.

Sala Exclusiva no IML

Após o curso, a secretária da mulher foi conhecer a ala, na nova sede do Instituto Médico Legal (IML), que atende especificamente mulheres vítimas da violência. Anália comenta que a mulher precisa de um espaço reservado para fazer o corpo de delíto. “Na nova sede do IML, podemos contar com uma sala separada para atender essas mulheres que sofrem violência. Agora elas tem mais privacidade”.

O diretor do IML, Paulo Sérgio, confirma que devido aos atendimentos restritos, o número de mulheres com o caso Maria da Penha aumentou significativamente em virtude do acolhimento diferenciado. “De 20 atendimentos que fazemos por dia, 15 deles são de mulheres que passaram por situações constrangedoras. Notamos que as lesões não às afetam apenas fisicamente, mas também afeta o psicológico, por isso a nova ala é essencial.”

Paulo ressalta ainda que toda prova, ao fazer o corpo de delito, é necessária para o laudo médico. “As mulheres podem trazer fotos e até testemunhas. Quanto mais provas contra o crime, melhor”. Os cadastros são realizados a partir das 8h30 na recepção do IML e o atendimento é feito por senha.

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