Senado incentiva discussão de políticas de proteção à mulher (Jornal do Senado – 26/11/2012)

Servidores podem atuar como multiplicadores na conscientização da Lei Maria da Penha, segundo participantes de debate

Sérgio Maciel, Ana Cristina Santiago, Rosa Vasconcelos,  Evandro Perissê e Cleide de Oliveira participam da reunião (Foto: pedro França/AgSenado)
Sérgio Maciel, Ana Cristina Santiago, Rosa Vasconcelos, 
Evandro Perissê e Cleide de Oliveira participam da reunião

Com representantes da Polícia Civil e do Poder Judiciário do Distrito Federal, o Senado fez ontem uma mesa-redonda sobre o combate à violência doméstica. O tema atinge milhares de mulheres no Brasil e no mundo. Inserido no Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, o evento foi uma iniciativa da Secretaria de Recursos Humanos e teve como objetivo discutir a legislação, avanços da Lei Maria da Penha e conscientização.

A diretora-geral-adjunta do Senado, Rosa Vasconcelos, disse que a violência doméstica atinge todas as classes sociais.

— Quase 30 % das mulheres não procuram ajuda por vergonha ou medo — afirmou.

Um em cada cinco casos de faltas da mulher ao trabalho deve-se a casos de violência doméstica, segundo o diretor-adjunto da Secretaria de Recursos Humanos do Senado, Evandro Perissê. A consultora do Senado Cleide de Oliveira acrescentou que o objetivo dos debates é possibilitar que as pessoas do Senado atuem também como multiplicadores, divulgando a Lei Maria da Penha, que hoje é considerada a terceira melhor legislação do mundo.

Mapa dos homicídios femininos no BrasilGestor da Subsecretaria ­Especializada em Violência e Família do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Sérgio Alberto Maciel falou sobre aspectos psicossociais.

— A mulher violentada desiste de tomar providência quando acredita que nada poderá ajudá-la — afirmou.

O Distrito Federal é um dos campeões em denúncias de violência doméstica, segundo a delegada-chefe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Ana Cristina Santiago. Ela explicou, no entanto, que isso pode ser positivo.

— Significa que estão denunciando mais. O crime começa com ciúme e crescendo até desconstruir a mulher, que chega esvaziada à delegacia. Isso quando não há homicídio.

O titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Núcleo Bandeirante, Ben-Hur Viza, disse que a rede de proteção à mulher tem três eixos: comunitário, policial e judicial.

— São eixos que se interagem para proporcionar segurança à mulher que rompeu com elos familiares para se libertar da violência — disse.

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