Senado lança campanha de voluntariado para enfrentamento da violência contra as mulheres, por Maria Terezinha Nunes e Roberta Viegas

Até agora, final do mês de setembro, quando escrevo essa coluna, somente no Distrito Federal, 22 mulheres foram vítimas de feminicídio neste ano de 2018. Segundo dados oficiais, desde que a lei que tipificou o crime de feminicídio foi implementada, em 2015, o número de crimes dessa natureza neste ano de 2018 já é o maior de todos os anos anteriores.

Sabe-se, entretanto, que o feminicídio é apenas o extremo de todas as outras formas de violência cotidiana que afetam as mulheres, especialmente dentro de um relacionamento afetivo.

Diariamente, as mulheres brasileiras sofrem no ambiente doméstico toda sorte de violência física, psicológica, moral e sexual, levando nosso País a ser reconhecido como tendo uma das maiores taxas de violência contra as mulheres e índice de feminicídio do mundo.

Não duvide da palavra da mulher que relata uma violência e rejeite piadas ou “brincadeiras” que inferiorizam a mulher.

Diante disso, ao se perceber numa sociedade violenta contra as mulheres em particular, estamos começando a nos perguntar: o que fazer? Como podemos ajudar uma mulher a evitar ou a se livrar de um relacionamento violento? Paralelo a isso, recentemente foi lançada uma campanha de voluntariado no Senado Federal, estimulando os colaboradores da Casa a se cadastrarem e a encontrarem colegas que fazem ou queiram fazer trabalho voluntário, dispostos a doar seu tempo e conhecimento em favor da comunidade. Diante disso, o Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça e o Comitê Permanente pela Promoção da Equidade de Gênero e Raça, com o apoio da Procuradoria Especial da Mulher, escreveram um folder encorajando o voluntariado no combate à violência contra as mulheres.

Clique aqui para fazer o download do folder: Pelo fim da Violência contra a Mulher: Seja um(a) voluntário(a) nessa causa!

O folder tem várias sugestões para quem queira ser voluntário na causa, a maioria delas simples em termos de conduta, mas que podem ajudar na mudança cultural que necessitamos para que as mulheres tenham uma vida livre de violência e não morram somente por serem mulheres. Como exemplo, posso citar: não duvide da palavra da mulher que relata uma violência e rejeite piadas ou “brincadeiras” que inferiorizam a mulher. Além disso, o folder aconselha a pessoa que presenciar uma mulher sendo vítima de violência a denunciar e conclama que todos e todas integremos a rede de apoio às mulheres em situação de violência. Informe-se e participe! Seja você também um/a voluntário/a nessa tão importante causa!

Por Maria Terezinha Nunes e Roberta Viegas. Integrantes do Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado Federal.

Acesse a edição em pdf: Jornal Senado Mulher – outubro/2018